Regressei da Gronelândia
há dias com a memória a transbordar com uma experiência
incrível:
15 dias de kayak itinerante nos fiordes, alguns com inúmeros
icebergs a vogar, com um animado grupo de 11 espanhóis,
2 italianos e 1 português (além de mim).
Paisagens magníficas, silêncio total, excepto o
vento e a água a bater nas rochas ou nas praias, e o desmoronar
esporádico de um iceberg.
Não encontrámos mais alguém excepto 1 família
de inuit (esquimós) que esfolavam uma foca e outro que
também tinha caçado uma foca.
A temperatura variou entre 24 e 15 de dia, e baixou para os 5-10
à noite.
Tb fizémos caminhadas nos montes salpicados de lagos e
de flores onde as renas, as raposas e as lebres deambulam (vi
uma rena albina). Pescámos peixes e mexilhão, de
que fizemos sopa e arroz, comemos foca e baleia, colhemos mirtilhos,
acampámos sempre nas margens, fizemos fogueiras e vimos
magníficas auroras boreais.
Numa quinta isolada onde acampámos vários inuit
colhiam batatas e desafiaram-nos para um jogo de futebol que
foi muito disputado e gozado. Ganhámos 8-2.
Acampámos 3 dias junto á calote polar que é
um mar impressionante de gelo donde se destacam todos os dias
vários grandes blocos que caem no mar.
No fim é duro regressar e voltar a ouvir os automóveis
e as televisões...