Tartarugas, Brasil

(16 dias de viagem, 3 de navegação, 3 em todo-o-terreno, 6 a pé, 4 noites em casas de nativos, 9 dias em pousada e hotel - Nordeste e Chapada Diamantina)

Programa de ViagemJericoacoará


D1: Lisboa-Fortaleza-Jericoacoará. Voos para Fortaleza, seguido de transporte para Jericoacoará (4h), situada em reserva ambiental. Dormida em pousada.

D2: Jericoacoará-Lagoas Azul e do Paraíso(Pa,A). Partida matinal de buggy pela praia na direcção da aldeia de Jijoca. A praia é deserta e a paisagem soberba com múltiplas dunas de areia branca, árvores que crescem na horizontal devido à acção do vento, coqueiros nas regiões povoadas, um mar verde claro onde iremos observar o desembarque dos pescadores de botes à vela descarregando peixe. Teremos uma sessão divertida a subir e a descer dunas íngremes no buggy! Seguimos para a Lagoa Azul, primitiva, de água clara e tonalidades encantadoras. Depois, continuamos para a Lagoa do Paraíso onde tomamos um banho. No regresso, visitaremos Preá, uma típica aldeia de pescadores, onde almoçamos na praia. A meio da tarde, caminhada até à Pedra Furada, uma enorme duna à beira mar para apreciarmos um por-do-sol memorável! Regresso a Jericoacoará.

PreáD3: Jericoacoará-Camocim-Ilha das Canárias (Pa,Pn). Partida para norte através das dunas em jeep até Camocim (1h30). Chegaremos a Camocim atravessando o rio numa balsa de madeira manejada por homens empunhando varapaus. Adiante chegamos a Porto dos Tatus onde embarcamos numa "voadeira" para navegarmos no delta do rio Parnaíba. O delta contém cerca de 70 ilhéus com destaque para quatro ilhas principais. Hoje dormiremos na ilha das Canárias. Iremos navegar em canais estreitos, os igarapés, através do mangal que nos conduzirá às grandes dunas na costa oceânica. O mangal é uma vegetação densa composta por árvores de raízes aéreas em solo de lama e água salobra. Este delta é uma reserva natural dotada de uma rica avifauna com destaque para as garças, os guarda-rios, pica-paus, ibis e os belíssimos guarás de cor laranja vivo. Iremos observar bandos de macacos-prego que se alimentam de crustáceos, e iguanas ao sol. Desembarcamos nas dunas do Feijão Bravo para caminharmos até ao mar e aí tomarmos um banho. Interessante panorama de dunas a perder de vista entre o oceano e o mangal verdejante. Regresso à pousada na ilha Canárias. Visita da aldeia de pescadores locais, Canárias, onde não existem veículos terrestres e os seus habitantes se mostrarão muito curiosos pois raramente encontram forasteiros.Ilha Canária

D4: Ilha das Canárias-Tutóia-Caburé (Pa,Pn). Partida em "voadeira" com destino a Tutóia, navegando ao longo dos canais e passando por múltiplas pequenas ilhas, a destacar uma das maiores, a ilha do Papagaio. Veremos os pescadores lançando as redes de botes à vela ou da margem, ou apanhando o caranguejo-uça que é uma das grandes "riquezas" da região. Talvez consigamos detectar os típicos jacarés-de-papo-amarelo descansando debaixo de raízes com o focinho e os olhos à tona.
Paramos alguma vez nas dunas e ilhas para apreciar a paisagem e o pitoresco contraste das dunas com a vegetação, e para um pic nic. Chegaremos a Tutóia (3h) e viajamos de jeep até Caburé (1h30) pelo areal à beira mar. Estas longas praias desertas e tranquilas são escolhidas pelas tartarugas para desovar (Nov-Dez). Tornamos a apreciar esta sensação genuína de percorrermos grandes extensões muito selvagens e solitárias com horizontes a perder de vista. Instalação em bungalows. À tarde tomamos a lancha para visitarmos Mandacaru, uma típica comunidade de pescadores (Caburé não tem acesso por estrada). Subida ao farol para termos um amplo panorama da foz do rio Preguiças, palmeirais e dunas. Regressaremos a Caburé pela beira mar, após a lancha nos ter largado perto da foz do rio Preguiças e de termos caminhado até ao final da península, a Ponta da Brasilia, para vermos o encontro do rio Preguiças com o mar (2h). Ao fim do dia Lençóis Maranhensespoderemos ter a sorte de observar um grande bando de guarás atravessando Caburé e regressando ao seu refúgio nocurno.

D5: Caburé-Barreirinhas-Santo Amaro (Pa,A) –Travessia de lancha da reserva dos Pequenos Lençóis pelo rio Preguiças, até Barreirinhas. Faremos uma caminhada fácil sobre as dunas entre Vassouras e Espadarte (1h30). Depois de almoço partimos em jeep para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Caminhada de cerca de 3h sobre as fascinantes dunas,que podem atingir 50 mtr de altura, com uma paisagem irreal: os Lençóis constituem uma extensão imensa de dunas brancas onde se acumulou água da chuva que forma lagoas entre elas. Tem 155,000h e ocupa uma faixa de 50 km da costa. Iremos visitar várias grandes lagoas apreciando este cenário muito idílico e de extrema luminosidade! Teremos tempo para nadar nestas águas azul turquesa, e esperaremos pelo crespúsculo para o fotografarmos do cimo das dunas. Seguimos para Santo Amaro onde alojamos em pousada.
Opcional: poderá sobrevoar os Lençóis Maranhenses numa avioneta de 6 lugares entre Barreirinhas e Santo Amaro ao preço de Eur 120. por pessoa, mínimo de 4 pessoas. A experiência será memorável! Favor assinale-o aquando da sua inscrição.

D6: Santo Amaro-São Luís (Pa,Pn). De manhã, regressamos aos Lençóis Maranhenses para viLargo da Sé, Salvadorsitarmos outras lagoas. Caminhada de cerca de 2h atravessando a vau algumas zonas de pouca profundidade observando gaivotas, corvos marinhos e outras aves marinhas. Paragem para um banho e descanso ao sol. Após um pic nic seguimos de jeep até Sangue onde, já no asfalto, trocamos para um minibus com que viajaremos até São Luís (3h).
O bairro antigo de São Luís do Maranhão (séc XVII) é classificado pela Unesco como Património da Humanidade por conservar o conjunto arquitectónico colonial da AméricaLatina mais homogéneo. A maioria dos edifícios são revestidos a azulejos, as ruas são estreitas e sobem as colinas, e teremos o verdadeiro sentimento de percorrer o Bairro Alto em Lisboa, não só devido ao ambiente urbano mas também social, pois encontraremos inúmeras esplanadas, bares com animação e lojas abertas até à noite!

D7: Dia livre em São Luís (Pa). Aconselhamos que dedique metade do dia para visitar Alcântara, do outro lado da baía (1h de barco). Esta cidade do séc XVII desenvolveu-se com uma actividade agrícola intensa (algodão, arroz, açúcar) dando origem a uma classe de fazendeiros e de comerciantes abastados que aí construíram os seus palacetes. Está classificada como Cidade Monumento devido à sua riqueza Chapada Diamantinaarquitectónica com os seus mais de trezentos prédios e ruínas espalhadas por três praças, oito travessas e dez ruas.

D8: Voo São Luís-Salvador (Pa). Transporte para o centro histórico, o Pelourinho, fundado no séc XVI, hoje um bairro cosmopolita com esplanadas, pequenos restaurantes e animação de rua. Passeio pelas vielas e bonitas praças calcetadas, e visita dos seus monumentos barrocos em torno da praça da Sé. As igrejas e conventos são ricamente decorados com talhas e azulejos importados de Portugal. Como em São Luís, o ambiente é-nos inteiramente familiar!
Depois de jantar embarcamos num autocarro que viajará toda a noite até Palmeiras (7h), no interior da Baía.

D9: Capão-Gerais do Vieira- Sr Wilson (Pa,Pn,J). Chegada a Palmeiras no centro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, seguido de transporte para o vale do Capão. Neste parque encontraremos uma enorme variedade de ecossistemas como o cerrado, a mata atlântica, campos rupestres e a caatinga. Iniciamos a nossa caminhada, acompanhados de mulas que nos transportarão a bagagem, subindo um carreiro que nos conduzirá ao topo do planalto, os Gerais do Vieira (gerais: plano). Esplêndida paisagem em redor com vista sobre a serra do Rio Preto e o Vale do Capão, os gerais estendem-se à nossa frente imensos, em cerrado verdejante (savana) onde poderemos encontrar uma flora muito rica de bromélias, orquídeas (50 tipos!) e cactos. Adiante subimos aos Gerais do Rio Preto donde admiramos imponentes promontórios rochosos cobertos de vegetação verdejante que se elevam dos vales. Pausa para apreciar o panorama da borda do planalto, tendo o vale do Pati a noscachoeira do Lajedosos pés coberto de mata atlântica. Descemos por um carreiro íngreme e sinuoso para o vale, passando pela Ruinha, o antigo centro comunitário que tem uma capela. Adiante iremos alojar na casa do Sr Wilson (6h30), situada no fundo do vale, cheios de apetite para saborearmos um delicioso jantar típico!

D10: Sr Wilson-Cachoeiras-Castelo (Pa,Pn,J). De manhã, faremos uma breve marcha para visitarmos duas bonitas cascatas: Funil e Lajedo (2h). Uma parte do percurso é feito descalço ao longo do rio com várias travessias a vau. Após um banho nas suas piscinas no meio da mata atlântica seguimos para a casa da D Leía, passando pela escola (3 alunos!). Depois de um almoço nativo e de atravessarmos o rio a vau, iniciamos a subida em carreiro íngreme para o Morro do Castelo (3h), um imponente promontório rochoso que se eleva acima do vale. Este morro tem uma caverna enorme que o atravessa em dois ramos! Iremos percorrer ambas as longas galerias à luz de lanternas até aos seus finais, de onde avistaremos surpreendentes panoramas para outros sectores da Chapada Diamantina. Após apreciarmos o por-do-sol no alto do morro iremos atear uma fogueira no local de acampamento, à entrada da Gruta do Castelo, enquanto o nosso guia prepara o jantar.

D11: Castelo-D Léia-Sr Massur (Pa,A,J). Após uma descida rápida (2h) através da floresta regressamos a casa da D Léia. Tempo para descansar, tomar um duche e descontraír ao sol apreciando as elevadas falésias em redor e escutando as múltiplas aves e cigarras em Chapada Diamantinaredor. Nesta região, poderemos avistar tamanduás bandeira (papa-formigas), tatus canastra, porcos espinhos, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de aves, a destacar o elegante e delicado beija-flor. Após o almoço, seguimos junto ao rio no meio do desfiladeiro, até à casa do Sr Massur (2h).

D12: Sr Massur-Cachoeirão-Sr Bezo (Pa,A,J). Caminhada ao longo de um ribeiro que sobe um desfiladeiro e se torna cada vez mais estreito. Caminhamos em carreiro estreito no meio do arvoredo observando que a vegetação se vai adensando. Adiante já só é possível a passagem pelo leito do rio e iremos subindo de rocha em rocha. Vamos contornando enormes rochedos caminhando sobre a turfa, a areia do rio, ou o leito rochoso, frequentemente usando a ajuda de ramagens para subir. Finalmente atingimos o topo (2h30), ou o final do desfiladeiro, e deparamos com paredes altíssimas, mais de 200m de altura, e cascatas escorrendo lá do cimo! Merecida pausa e banho nas pequenas lagoas, seguido de pic nic. Incrível panorama deste circo de falésias em redor emoldurando o céu. Regressamos ao longo do mesmo ribeiro, passando a escola antiga e atravessando o rio central a vau, e chegamos a casa do Sr Bezo (2h).

D13: Sr Bezo-Andaraí-Lençóis (Pa,A). Partida de madrugada para aproveitarmos o fresco da manhã pois iremos percorrer o antigo caminho dos exploradores de diamantes. Está calcetado e sobe em zigue-zagues as encostas íngremes até ao topo da falésia. Esplêndidos panoramas do vale do Pati e de todas as paredes rochosas e dos imponentes promontórios que antes observáraLençóis Maranhensesmos de baixo! Depois o caminho desce suavemente serpenteando até Andaraí (4h) passando por inúmeras formações de rocha bizarras e notaremos os vestígios de uma intensa actividade mineira. A região foi o primeiro produtor mundial de diamantes no início do séc XX. Transporte para Lençóis, que foi outrora considerada a capital do diamante. Iremos deambular pelas suas ruas observando os vestígios dos tempos de opulência da aristocracia lençoiense. A aldeia apresenta uma preservação urbanística notável e uma escala agradável com edifícios até três pisos, e um final de dia muito animado com esplanadas e pequenas lojas abertas nas suas vielas.
À noite, embarcamos no autocarro de regresso a Salvador (7h).

D14: Chegada a Salvador e transporte para o hotel no centro. Dia livre. Sugerimos, para além de um passeio na cidade alta e na cidade baixa, uma visita ao longo da costa na baía de Todos os Santos, um corredor de praias quase ininterrupto com areais brancos onde veremos os pescadores partindo para a pesca em botes à vela. Sugere-se um jantar numa das múltiplas esplanadas com vista para o por-do-sol no oceano.

D15: Dia livre em Salvador, ao final da tarde transporte para o aeroporto e voo de regresso.

D16: chegada a Lisboa.

Dificuldade: 2-
Chapada DiamantinaPreço: desde Eur 3080 por pessoa.
Datas: Abr 25-Mai 10, Mai 16-31, Jun 6-21, Jul 25-Ago 9, Ago 8-23, Ago 29-Set 13, Out 3-18, Out 24-Nov 8, 2009: Abr 3-18, Mai 22-Jun 6.
Suplemento para quarto individual: Eur 320.
Época alta: Jul +Eur 240, Ago +Eur 320, Out +Eur 90.

Lençóis Maranhenses: Clima tropical equatorial, quente semi-húmido, com época seca de Jul a Nov. Temperatura: média anual de 26°C, variando de 36°C a 16°C de mínima. A chuva ocorre de Dez a Jul, e o nível das lagoas vai baixando à medida que se caminha para Dez. O vento torna-se intenso e constante de Set a Nov (25-30kmh).
Chapada Diamantina: Clima sub-húmido a semi-seco devido à altitude, entre 500m e 1500m, com regime de chuvas tropical: época das chuvas Dez-Fev, época seca Jul-Ago, regime de aguaceiros nos restantes meses. Temperaturas médias no verão de 25ºC com máxima de 32ºC e mínima de 16ºC no inverno.


Condições Particulares de Participação-Chapada Diamantina

Inscrição: Deve enviar-nos a ficha de inscrição preenchida junto com 30% do preço. Devido à grande afluência de viajantes nestas épocas, a sua inscrição deverá ser confirmada com a maior brevidade.

Preço - Válido em 2008;

Inclui: Voos em linha regular em classe turística, alojamentos em hotel e em pousadas em quarto duplo com pequeno almoço, pensão completa na caminhada na Chapada Diamantina, taxas de aeroporto, todos os transportes internos mencionados, taxa de entrada nos parques nacionais, actividades mencionadas no programa.
Legenda de refeições incluídas: Pa - pequeno almoço, Pn – pic nic, A – almoço, J- jantar.

Não inclui: Vistos, equipamento pessoal, visitas nos dias livres, almoço e jantar excepto os mencionados acima, seguro de viagem, actividades e entradas não mencionadas acima ou referidas como extra ou durante o tempo livre, suplemento para quarto individual, gorjetas.

Nota: O preço dos voos é baseado em estimativas razoáveis para os trimestres futuros. As companhias aéreas poderão impor aumentos de preço dentro de prazos reduzidos por motivos vários que se prendem com economia, segurança e demais exigências legais.

Seguro: O preço do seguro para esta viagem é de Eur 62. que abrange um período de 16 dias (por favor consulte as coberturas).

Transportes: Voos internacionais em classe turística em companhia aérea europeia ou americana e todas com quem estas tenham aliança (codeshare), voos domésticos em transportadora brasileira, transportes terrestres em jeep, minibus ou barco.

Grupo: mín 3 pessoas, máx 16.

Acompanhamento: Guias profissionais naturalistas brasileiros situados no local onde cada actividade se desenrola.

Alojamento: Hotéis e pousadas de 3* excepto na Chapada Diamantina. As condições de alojamento nas casas de nativos na Chapada Diamantina são rudimentares mas genuínas.

Programa: Em função das condições do tempo, da condição do grupo ou outras justificáveis a organização poderá alterar o programa.

Documentação: Passaporte válido.

Vacinas: Nenhuma obrigatória, sendo aconselhável a da febre amarela. A prevenção do paludismo é igualmente recomendada.

Equipamento: Botas para caminhar, mochila pequena para o dia, saco de nylon para a bagagem, casaco impermeável. Nota: Após a sua inscrição receberá uma lista detalhada do equipamento a levar.

Brtar-10jun08