Reino do Dragão, Butão
História
A tradição situa o início da sua história no séc VII, quando o rei tibetano Songtsen Gampo construíu os primeiros templos budistas nos vales de Paro e de Bumthang.
No séc VIII, é introduzido o budismo tântrico pelo Guru Rimpoche, "O Mestre Precioso", considerado o segundo Buda na hierarquia tibetana e butanesa.
Os séculos IX e X são de grande turbulência política no Tibet e muitos aristocratas vieram instalar-se nos vales do Butão onde estabeleceram o seu poder feudal.
Nos séculos seguintes, a actividade religiosa começa a adquirir grande vulto e são fundadas várias seitas religiosas, dotadas de poder temporal por serem protegidas por facções da aristocracia.
No Butão estabeleceram-se dois ramos, embora antagónicos, da seita Kagyupa. A sua coexistência será interrompida pelo príncipe tibetano Ngawang Namgyel que, fugido do Tibet, no séc XVII unifica o Butão com o apoio da seita Drukpa, tornando-se no primeiro Shabdrung do Butão, "aquele a cujos pés todos se prostram".
Ele mandaria construír as mais importantes fortalezas do País que tinham como função suster as múltiplas invasões mongóis e tibetanas. A partir do seu reinado estabeleceu-se um sistema político e religioso que vigoraria até 1907, em que o poder é administrado por duas entidades, uma temporal e outra religiosa, sob a supervisão do Shabdrung.
Desde sempre que o Butão só mantinha relações com os seus vizinhos na esfera cultural do Tibet (Tibet, Ladakh e Sikkim) e com o reino de Cooch Behar na sua fronteira sul.
Com a presença dos ingleses na India, no séc XIX, e após alguns conflitos relacionados com direitos de comércio dá-se a guerra de Duar em que o Butão perdeu uma faixa de terra fértil ao longo da sua fronteira sul.
Ao mesmo tempo, o sistema político vigente enfraquecia por a influência dos governadores regionais se tornar cada vez mais poderosa. O país corria o risco de se dividir novamente em feudos.
Um desses governadores, o "Penlop" de Tongsa, Ugyen Wangchuck, que já controlava o Butão central e oriental, conseguiria dominar os seus opositores de Thimbu e, assim, implantar a sua influência sobre todo o país.
Em 1907 seria coroado rei do Butão, após consultas ao clero, à aristocracia e ao povo, e com a aliança dos ingleses. Foi assim criada a monarquia hereditária que hoje vigora.
Programa de Viagem
D1 e D2: Voos Lisboa-Delhi-Kathmandu, transporte para o hotel.
D3: Dia livre em Kathmandu para visitar os diversos locais históricos no vale: Durbar Square, Swayambunath, Pashupatinath, Patan, Bakhtapur, Boudhanath, etc.
D4: Voo Kathmandu-Paro, transporte para o hotel em Thimbu.
D5: Thimbu: Visita do Taschichoedzong (dzong = fortaleza), a colossal fortaleza construída no
séc XVIII que é a sede do governo, e do clero durante
o Verão. Os seus edifícios são ricamente
decorados com madeira policromada esculpida e inúmeros
frescos nas paredes, nomeadamente mandalas de soberbo detalhe.
O extenso terreiro interior é cercado por edifícios
administrativos e religiosos. Há a destacar a "Sala
dos Mil Budas" que contêm uma enorme figura de Buda;
Utse, o imponente torreão central é a residência
do Je Khenpo; a sala da assembleia nacional, coberta de frescos
representando cenas da vida de Buda e que tem uma grande mandala
pintada no tecto.
Passamos pelo Memorial Chorten,
(um monumento religioso típico do budismo tibetano que
contém relíquias de um santo), dedicado ao falecido
rei Jigme Dorji Wangchuk e que é um importante local de
visita e de devoção.
Visita de uma fábrica
de papel manual onde se utilizam cascas de árvores. Passeio
pela rua principal de Thimbu para se apreciar a sua dinâmica
e o seu comércio. No antigo campo de batalha Changlimithang,
agora transformado em campo de desporto poderemos ter a oportunidade
de observar tiro ao arco, o desporto nacional do Butão.
Partida para Punakha após o almoço. Passamos o colo Dochu La (3050m), profusamente engalanado com bandeiras de oração
e com um grande chorten, donde teremos um excelente panorama
dos Himalaias. Através de uma vegetação
densa com magnólias e rododendros, chegaremos a uma zona
de culturas semi-tropicais como a banana e a laranja, e múltiplos
campos de arroz em socalcos. (2h)
D6: Punakha-Gangtey de autocarro (3h). Visitamos o massivo
dzong de Punakha (séc XVII), a capital de Inverno
durante 300 anos, situado na confluência dos rios Mo Chhu
e Pho Chhu. Hoje, somente o clero se muda para cá no Inverno
e notaremos o grande movimento de monjes através dos terreiros
e das galerias. Contém um pequeno santuário, Dzongchung,
do séc XIV e 21 templos com paredes ricamente decoradas
com frescos.
Mais à frente na estrada,
visitamos o dzong de Wangdiphodrang (séc XVII),
situado no alto de uma colina escarpada que se destinava não
só a fins guerreiros mas também ao controlo dos
fluxos de caravanas que circulavam no eixo leste-oeste.
O vale de Gangtey conhecido
pela beleza da sua paisagem, é um local privilegiado de
repouso para as raras e enormes garças de pescoço
negro (gru nigriclis) que atravessam os Himalaias vindas do Tibet,
em Novembro, para as planícies temperadas da India, e
regressam em Fevereiro. A aldeia de Gangt
ey é dominada
pelo seu mosteiro de telhado amarelo, o único mosteiro
da seita Nyingmapa do Butão, dirigido pelo Gangtey tulku,
actualmente a 9ª reincarnação com este título.
Visita do mosteiro e instalação em albergue.
D7: Gangtey-Jakar de autocarro (3h30). Para
os entusiastas de aves pode-se organizar uma excursão
matinal (antes do pequeno almoço) para observar e fotografar
as garças. Continuamos a viagem atravessando as Montanhas
Negras; do colo Pela La poderemos avistar o Jomolhari (7314m), a montanha mais alta do Butão. Passando campos
onde pastam yaks e ovelhas iremos deparar com um grande chorten
de estilo nepalês: conta a lenda que o lama Shida venceu
ali um demónio que ameaçava o vale. Pouco depois
avistamos o imponente dzong de Tongsa, uma grande obra
de arquitectura, considerado o mais impressionante dzong do Butão.
Pic nic em Tongsa. O espectacular dzong de Tongsa (séc
XVI), está construído sobre uma colina donde se
tem um magnífico panorama em redor e, por tal, a sua importância
estratégica. A sua arquitectura é complexa, e contém
um pequeno labirinto de terraços, corredores, salas diversas
e 23 templos dedicados cada qual à sua divindade, tudo
construído em níveis diferentes. Acima da fortaleza
situa-se o Ta Dzong, a torre de vigia, que reforça
a sua posição de controlo.
Pernoita em albergue em Jakar
no histórico vale de Bhumtang.
D8: Jakar (2700m)-Nganglhakhang (2900m)
(5h). Iniciamos o passeio pedestre a partir do dzong de Jakar,
através da ponte Tokto e ao longo das margens do rio Chamkhar
Chhu, abundante em truta. Passamos por Thangbi Lakhang (lakhang = templo/santuário) e Ta Lakhang onde
faremos uma pausa para pic nic. Depois passamos pelas aldeias
de Goling e Kharsa com os seus campos de centeio,
aveia, cevada e trigo.
O vale de Bumthang é
um vale sagrado, o mais sagrado no Butão pela multiplicidade
de episódios que a História nos trouxe e pelos
inúmeros santuários e templos que aí foram
construídos. O percurso até Nganglhakhang, o Templo
dos Cisnes, evidencia alguns deles: pouco após passarmos
a ponte Kharsa Zam avistaremos o Shug Dra gomba, o mosteiro
da "Rocha Poderosa" (gomba=mosteiro). Aí existe
uma rocha, diz a lenda, onde o demónio que ameaçava
o mosteiro afiou o seu punhal para matar o Guru Padmasambava,
quando este passeava no vale. Ao vê-lo, o Guru deixou a
marca da sua mão nessa rocha e correu atrás do
demónio, que se escondeu atrás de uma outra rocha,
onde hoje poderemos ver as formas das suas cauda e cabeça.
Mais adiante encontramos três grandes lajes onde o demónio
teria sido decepado e o seu coração lançado
para longe. Mais acima veremos o trono de rocha que o Guru Rimpoche
usou nas cerimónias de consagração do Shug
Dra gomba.
Chegados à clareira de Pokorthang deparamos com um grande cipreste solitário,
que cresceu do bastão utilizado pelo Shabdrung Ngawang
Namgyel quando chegou do Tibet. Ao longe, no alto de uma colina,
veremos o local onde se situou a fortaleza de Dhaphe e
que foi mandada explodir pelo seu castelão no momento
em que tropas tibetanas a invadiam. O mesmo castelão tentou
construír outra fortaleza perto, em Chamkhar, mas sem
sucesso pois os demónios destruíram-na numa noite.
Diz-se que numa noite ele viu um pássaro branco (:jakar)
a construír uma casa com gravetos e que, por considerar
de bom auspício, mandou construír o dzong de Jakar.
Acampamos nas margens do rio Chamkhar Chhu, a 15mn da
aldeia de Nganglhakhang que visitaremos. Um dia o lama Namkha Samdrup sonhou que devia
construír um templo; disparou uma seta e aí mandou
construír Nganglhakhang. Acredita-se que inicialmente
este vale era habitado somente por cisnes (:ngang).
D9: Nganglhakhang-Ugyenchholing (2750m) (6h). Continuamos através
da bonita floresta de coníferas até ao colo de
Phebe La (3350m). Descemos para o vale de Tang
e avistamos as aldeias Kharub e Ghumling, na outra
margem do rio Tang. Pausa para pic nic junto à ponte Kizum
com esplêndida vista sobre o palácio Ugyencholing no alto da colina. Nele se crê que meditou o grande mestre
Nyingmapa, Longchen Rabjampa no séc XIV vindo-se a descobrir
nele inúmeros tesouros religiosos.
Passamos pela rocha sagrada
de cremação, Tang Rimjang, criada pelas
garças vindas do Tibet. Depois, passamos pelo mosteiro Ta Rimochen onde o Guru Rimpoche meditou e onde se encontram
diversas marcas suas na rocha. Acampamos em Misithang na margem
do rio Tang.
D10: Ugyenchholing-Jakar (3h). Descida fácil pelo vale e visita das gargantas de Mebartsho, o Lago Incandescente, um dos locais de peregrinação mais famosos do Butão. Diz a lenda que no séc XV o terton Pema Lingpa (terton=descobridor de tesouros religiosos) mergulhou no lago para procurar textos religiosos escondidos no seu leito. Antes de o fazer acendeu uma lamparina e declarou aos seus acompanhantes: "Se eu for um demónio deixem-me morrer. Se eu for o filho espiritual de Guru Rimpoche esta lamparina não se apagará e descobrirei os textos sagrados". Quando emergiu, trazia os textos e a lamparina acesa. Chegada a Jakar.
D11: De manhã assistiremos ao festival
de Ura. O festival anual é dedicado ao Guru Rimpoche
e pretende comemorar um dos grandes episódios da sua vida.
Predominam as danças religiosas em que os intervenientes
vestem ricos e coloridos trajes de seda amarela ou brocado. Muitas
das danças são praticadas com máscaras representando
animais, demónios, crâneos, expressões de
Guru Rimpoche ou meros humanos. As danças podem ser: instrutivas,
que contam uma história com uma moral exemplar; purificadoras,
um ritual cujo objectivo é purificar e proteger um local
dos espíritos demoníacos; danças que proclamam
a vitória do budismo e a glória de Guru Rimpoche.
São sempre acompanhadas
de música religiosa onde se utilizam as trompas telescópicas,
tambores, oboés tibetanos (gyaling), címbalos, kangling (trompete feito de um fémur), sinos e
conchas. A música dá ritmo às danças
e demais cerimónias, e à recitação
ou canto dos textos religiosos (mantras).
Elementos fundamentais nos setchus
são os atsara, palhaços com máscaras
expressivas que fazem comentários jocosos, confrontam
os monjes e distraem o público quando as cerimónias
se tornam demasiado monótonas. Só durante os setchus
são autorizados a ter este comportamento que, dentro de
parâmetros estabelecidos, não melindra a ordem religiosa
e social.
O festival é um acontecimento
importante que atrai a população da região
e que lhes oferece a possibilidade de se impregnarem na sua religião
e de ganharem "mérito religioso". Também
é uma ocasião social de vulto onde se encontram
amigos, vê-se e é-se visto, namora-se e travam-se
novos conhecimentos. As pessoas vestem as suas roupas mais finas
e usam as suas melhores jóias. Fazem pic nics abundantes
em carne e em alcool, e prevalece uma atmosfera descontraída,
bem humorada e até algo irreverente.
Embarque para Tongsa
(3h). Alojamento em albergue.
D12: Transporte para Paro (6h30).
D13: De manhã cedo, faremos uma marcha de 3
horas pela floresta de pinheiros para visita de Taktsang Lhakhang (séc XIV), o Ninho do Tigre, um dos mosteiros mais
sagrados dos Himalaias e com uma situação espectacular.
Está cravado na face de uma imponente falésia,
800m acima do vale. No séc VIII, o Guru Rimpoche voou
do Tibet para Taktsang no dorso de um tigre. Aí meditou
durante 3 meses numa caverna e converteu o vale de Paro ao budismo
tântrico. Depois dele muitos outros famosos santos vieram
meditar neste local tão intensamente religioso, nomeadamente
Milarepa.
À tarde visitamos a fortaleza
de Paro. Atravessamos a ponte coberta que dá acesso à
monumental fortaleza, o Rinpung Dzong. Visita do interior
apreciando a sua singular arquitectura decorada com madeira policromada
e esculpida. O seu torreão central, utse, é notável
pelo excelente trabalho em madeira e inúmeros frescos
decoram as paredes à sua volta. O dzong tem vários
salões de reza e de estudo, templos, refeitório,
biblioteca e camaratas para os monjes, além dos escritórios
do governo distrital.
A pé ou de autocarro,
subimos para Ta Dzong, a torre de vigia do vale de Paro
que contêm o Museu Nacional. A sua colecção
compõe-se das seguintes secções:
thangkas,
pratas e jóias, estatuária, lajes religiosas gravadas,
objectos rituais e instrumentos musicais, armas, objectos e utensílios
domésticos, animais extintos embalsamados e sêlos.
Contêm também um magnífico santuário.
D14: Voo Paro-Kathmandu, transporte para o hotel, resto dia livre.
D15: Manhã livre, transporte para o aeroporto, voo Kathmandu-Delhi.
D16: Voos Delhi-Lisboa.
Dificuldade: 1+
Preço:
desde Eur 4160 por pessoa.
Suplemento individual: Eur 440.
Datas: Abr 11-26, Out 3-18, Nov 7-22; 2009: Abr 10-25.
Festivais programados em 2008 - Ura Yakchoe: Abr 16-20; Tamshingphala Choepa: Out 8-10; Jambay Lakhang Drup: Nov 12-16, Prakhar Duchoed: Nov 13-15.
Outras datas
Caso pretenda organizar
um grupo de amigos para viajar para o Butão noutras datas,
consulte-nos com a maior antecedência. Ao longo do ano
há diversos festivais no Butão e poderemos programar-lhe
a viagem de acordo com essas datas.
Condições Particulares de Participação
Inscrição: Deve enviar-nos a ficha de inscrição preenchida junto com 30% do preço. Devido à grand
e afluência de viajantes nestas épocas, a sua inscrição deverá ser confirmada com a maior brevidade.
Preço - Válido em 2008;
Inclui: Voos em classe turística, pensão completa durante toda a permanência no Butão com alojamento em quarto duplo em hotel ou albergue ou tenda dupla, hotel com pequeno almoço em Kathmandu e Delhi, todos os transportes internos mencionados, serviços de guia e pessoal de apoio no Butão, assistência em Kathmandu, transporte das bagagens durante o passeio a pé.
Não inclui: Vistos (Nepal: USD 30., Butão:
USD 22.), taxa de aeroporto (Nepal:+- USD 15, Butão: +-
USD 12.), equipamento pessoal, visitas nos dias livres em Kathmandu,
seguro de viagem, almoço e jantar em Kathmandu, gorjetas.
Nota: O preço dos voos é baseado em estimativas
razoáveis para os trimestres futuros. As companhias aéreas
poderão impor aumentos de preço dentro de prazos
reduzidos por motivos vários que se prendem com economia,
segurança e demais exigências legais. Ainda não
são conhecidos os horários dos voos para Out; é possível
que as partidas de Out-Nov durem mais um dia a
um custo extra de Eur 200.
Grupo: mín 2 pessoas, máx 15.
Acompanhamento: Guia profissional butanês no Butão, falando inglês, assistência em Kathmandu.
Seguro: O preço do seguro para esta viagem é de Eur 70. que abrange um período de 22 dias (por favor consulte as coberturas).
Alojamento: Hotel de 3* em Delhi e em Kathmandu, hotéis em Paro e Thimbu (Grade A), estalagens/albergues nas restantes pernoitas no Butão em albergues 3*, tenda dupla durante o passeio a pé.
Transportes: Voos Lis
boa-Delhi em classe turística
em companhia aérea europeia ou americana e todas com quem
estas tenham aliança (codeshare); Jet Airways
entre Delhi e Kathmandu, autocarros fretados nas ligações
domésticas.
Partidas do Porto: consulte-nos com a maior antecedência.
Bagagens: Transportadas por cavalos ou carregadores durante o passeio a pé, máximo de 15kg por pessoa.
Equipamento: Botas para marcha, saco-cama de 4 estações (em fibra ou plumas), saco de nylon flexível para bagagem, casaco e calças impermeáveis, máquina fotográfica.
Programa: Em função das condições
do tempo, da condição do grupo ou outras justificáveis
o guia poderá alterar o programa do percurso pedestre.
Os alojamentos entre Thimbu
e Jakar são pequenos. Por isso, esses locais de pernoita
poderão ser alterados em função da disponibilidade
de lugares.
As datas dos festivais são
estabelecidas segundo a posição dos astros no calendário
tibetano e poderão sofrer alterações.
Documentação: Passaporte válido; vistos: obtém-se nos aeroportos de Kathmandu e de Paro.
Vacinas: Nenhuma obrigatória.
Advertência: O Butão não é um
país interessado no turismo e a frequência de turistas
durante o ano ronda as 3000 pessoas. Os preços das estadias
são ditados artificialmente pelo Governo e não
reflectem o nível de serviço que você receberia
na Europa pelo mesmo preço. Os hotéis em Paro e
em Thimbu são confortáveis e têm água
quente para duche. Além destas duas localidades, os albergues
são simples e alguns podem não ter água
quente.
Não conte encontrar serviços destinados aos turistas,
como lojas, restaurantes, bares e outras curiosidades a que poderá
estar habituado. O comércio é para consumo dos
locais e é pobre, à excepção da loja
estatal em Thimbu Handicrafts Emporium.
O serviço dos nossos guias butaneses é eficiente,
cortês e de nível europeu. Eles têm elevada
cultura e irão contar-lhe as múltiplas lendas e
episódios da História do Butão.
Os horários dos voos da Druk Air alteram-se sem aviso
e é com pouca antecedência que os conhecemos. Por
isso deve considerar que esta viagem poderá durar 10 ou
11 dias no Butão, variação esta que, sendo
de 10 dias, acarretará um acréscimo de preço.
O transporte de autocarro é confortável e eficaz,
embora lento por se percorrerem estradas de montanha com inúmeras
curvas.
Há certos aspectos que não controlamos, como por
exemplo que o guarda de determinado mosteiro ou monumento, normalmente
um monge, esteja presente à hora a que você chegue
para o visitar (lembre-se que não há raros telefones,
com excepções em Paro e Thimbu). Ao invés,
também poderá ter a sorte de visitar monumentos
ou salas dos mesmos que é suposto não podermos
visitar, só porque o guarda deixou a porta aberta ou não
há mesmo um guarda. Os cortes de electricidade são
habituais e recomenda-se que tenha sempre consigo uma lanterna
- você poderá ter de percorrer o Museu Nacional
Ta Dzong com uma na mão.
Não é permitido fotografar dentro das fortalezas
e mosteiros, muito embora haja "alguma" tolerância
para fotografia ao ar livre nestes recintos - neste âmbito
o bom senso deverá sempre prevalecer.
A alimentação é adaptada ao gosto ocidental
num misto de comida chinesa, indiana e butanesa.
Os voos serão reservados e pagos por Rotas do Vento, mas
será a nossa agência nepalesa que levantará
o seu bilhete de avião em Kathmandu pois terá de
fazer-se prova de que integrará um grupo organizado e
que o seu visto foi aprovado. Os dois pequenos jactos da Druk
Air (da British Aerospace com 70 lugares) só voam para
os países limítrofes e os bilhetes só são
emitidos nesses locais. Não há outra companhia
aérea autorizada a voar para Paro.
O seu visto para o Butão também será obtido
por nós em Kathmandu sendo somente necessário pagar
os USD 20. à chegada a Paro para que lho carimbem no passaporte.
Burei-16jan08