Aventura Boreal, Canadá

(14 dias de viagem, 4 de canoa, 3 de caminhadas, 1 de observação de baleias, 9 noites de hotel e em chalet, 3 noites a acampar)


Programa de Viagem

D1:
Voos Lisboa-Montréal, alojamento em hotel no centro da cidade.

D2: Manhã livre em Montréal. A cidade situa-se numa ilha e revela, nos seus bairros tradicionais, uma interessante mistura de influências inglesa e francesa. No restante, assemelha-se a uma grande metrópole norte-americana. Entre várias possibilidades, sugerimos-lhe um passeio pelo Vieux Montréal (séc XVIII) e pelo porto antigo.
Ao fim da manhã viajamos de autocarro para Québec (250 km, 3h), onde nos encontramos com o organizador e daqui seguimos para norte através do Parc des Laurentides até Girardville (350 km, 4h). Alojamento em chalet.

D3: Manhã livre para passear nas redondezas e visitar o canil de cerca de 40 cães nórdicos (huskies, malamutes, etc) do nosso guia. Eles são treinados para puxar trenós durante o inverno. Depois iremos à reserva de protecção do lobo onde estes animais vivem em semi-liberdade. À tarde iremos ao Centro de Conservação da Biodiversidade de St Félicien, um jardim zoológico selvagem onde encontraremos os vários animais da região: ursos, alces, cabras montesas, pumas, linces, lontras e muitos outros entre mamíferos e aves (veja
www.borealie.org). Regresso ao chalet.

D4: Hoje fazemos um passeio de canoa em águas calmas no rio Ouasiemsca para nos habituarmos às canoas. Os guias irão apresentar-lhe o equipamento e explicar-lhe a técnica da canoagem e os procedimentos de segurança a seguir. Estas embarcações ligeiras e robustas foram desdenhadas pelos primeiros pioneiros europeus que tiveram grandes dificuldades nas suas deslocações na imensa floresta boreal. Foram os franceses associados aos indios Huron que rapidamente compreenderam a sua utilidade para o transporte e comércio de peles, e ganharam grande vantagem relativamente aos ingleses.
Antigamente, os índios e os caçadores de peles partiam para o Grande Norte no início da Primavera. Construíam as suas cabanas e dedicavam-se à caça por armadilha (trappage) de martas, zibelinas, castores e de outros mamíferos até ao final do Verão. Durante esse período construíam grandes canoas de madeira. Quando o frio ameaçava gelar os lagos, embarcavam as suas cargas em grandes canoas de transporte revestidas de casca das árvores, e desciam de regresso à costa atlântica. Esta é uma dessas antigas rotas que os índios Attikameks utilizavam ainda no início do século.
Subimos alguns km o rio Mistassini até ao nível da "11ª queda". Esta cascata é enorme, intransponível e muito ruidosa, situada num local de grande beleza! Exploramos os arredores a pé e descansamos numa bela praia de areia onde cozinhamos um grelhado para o almoço. Depois iremos treinar a pagaiar em zonas com obstáculos, descemos uns rápidos, transportamos a canoa sobre terra e a guiamo-la ao longo da margem com uma corda.
Jantar e alojamento no chalet.

D5 e D6: Partida para norte numa pista com o nosso equipamento e bagagem até ao local de embarque no rio Mistassini no meio da floresta.
Depressa você habituar-se-á ao exercício de pagaiar, ao mesmo tempo que vai observando a paisagem em redor.
O rio corre entre margens de floresta densa onde observaremos praias, falésias, cascatas que tombam de rochedos, pequenas ilhas e rochedos que teremos de contornar, braços de afluentes. Às vezes o rio desemboca num lago onde teremos uma vista mais ampla sobre os montes em redor ou passamos por imponentes falésias que mergulham a pique no rio e donde a vegetação brota de todas as suas fendas.
As etapas diárias iniciam-se com um pequeno almoço cozinhado na fogueira: café, chá, leite em pó, crepes, cereal, doce, queijo. Continuamos sempre envolvidos pela imensa floresta de abetos, bétulas e lárices que irão predominar até ao fim da nossa expedição. A sensação de viajarmos através de uma Natureza virgem é genuína pois nestas paragens não existe qualquer acesso terrestre que conduza à margem
As etapas diárias duram em média das 9-10h até às 15-16h com diversas paragens para descanso e para se apreciar a tranquilidade da paisagem, bem como para tomar banho se fizer calor. A etapa da manhã rondará 2-3h. A meio do dia fazemos uma pausa para pic nic numa praia ou numa ilha. Teremos pão de campo, queijo, salsichas, barras de cereais, compota, frutos secos, salada. Se a época do ano for propícia poderemos colher mirtilhos e preparar tartes para as sobremesas.
Depois desta pausa, remamos durante mais 2 a 3h até chegarmos ao local de acampamento, quase sempre em praias de água límpida. O resto da tarde é destinado ao lazer e a curtos passeios na floresta, ou a apreciar o magnifico pôr-do-sol que se vislumbra nesta região. O final do dia é sempre o período mais relaxante e mais animado onde todos se reúnem à volta da fogueira comentando as peripécias do dia, secando roupa e calçado e colaborando na apanha de lenha e na preparação da refeição em conjunto. O jantar é normalmente composto de sopa, carne ou peixe (frescos nos primeiros dias, enlatados ou desidratados depois) com massas, sêmola ou arroz, fruta, compotas ou doce, e café ou chá. Se tivermos pescado lúcios ou douradas iremos grelhá-los.
Nesta região abundam inúmeras espécies de mamíferos que, com sorte, você poderá avistar: castores, alces, gamos, marmotas, ursos, linces, lobos, esquilos. Encontraremos diques construídos pelos castores e vidoeiros por eles abatidos.
No decurso deste raide teremos quase sempre o auxílio da corrente que nos impele para sul, e habitualmente o vento a favor, o que auxilia bastante a progressão criando pequenas vagas que aumentam a nossa velocidade. Estando mais próximo do final do percurso poderemos agora encontrar alguns pescadores desportivos nos seus botes e canoas.
No dia 6 o local de desembarque estará próximo de Girardville e o transporte do equipamento será breve. Alojamento no chalet do nosso guia.

D7: Viajamos em minibus cerca de 100km para norte para o Lac des Cygnes (lago dos cisnes). De caminho paramos na margem do rio Mistassini para fazermos um grelhado. A nossa base será uma cabana de madeira na margem do lago. Resto do dia para actividades à escolha: passeio na floresta ou ao longo da margem, banho no lago, passeio de canoa e pesca de douradas e lúcios. O cenário é idílico! Dormida em tenda. À noite olhe o céu procurando uma admirável aurora boreal, talvez se surpreenda.

D8: Breve transporte de minibus para realizarmos um bonito passeio a pé até à impressionante "Chute Blanche", uma massiva e poderosa cascata onde a espuma da água cobre quase todo o lago e por isso, a cor branca. O nosso guia irá aproveitar para lhe mostrar interessantes aspectos da fauna e da flora neste território habitado pelos indios "montanheiros". Regresso ao lago des Cygnes e resto da tarde livre para actividades diversos como na véspera.

D9: Manhã livre. Depois de almoço regressamos ao chalet em Girardville. À tarde faremos uma caminhada até um local escondido que é onde o nosso guia faz as observações do urso negro. Com um pouco de sorte poderemos ter um espectáculo inesquecível de uma eventual família de ursos procurando bagas e brincando na erva.

D10: Partimos para a cidade de Tadoussac, uma encantadora aldeia nas margens do golfo de São Lourenço. Embarcamos em potentes barcos pneumáticos para passarmos a tarde à procura de cetáceos. Uma vez na companhia de cachalotes, golfinhos, toninhas, roazes, orcas, tartarugas e doutra fauna marinha teremos o prazer de os observar, de ouvir os seus sopros profundos, de nos aproximarmos para fotografá-los (3h). Alojamento em hotel.

D11: Transporte para a cidade de Québec, uma das mais antigas do Novo Mundo e que, por se encontrar bem conservada, possui uma atmosfera encantadora. Dia livre. Poderá explorar a zona antiga, classificada de património mundial pela UNESCO, verdadeiro museu vivo pelos seus ancestrais monumentos que datam da época dos colonos franceses, tais como a Cidadela (séc. XVIII) ou a Basílica de Notre Dame (1647). Pode passear no topo das muralhas que circundam parte da cidade e apreciar um largo panorama sobre o golfo de São Lourenço. São ainda dignos de visita o vasto Parque des Champs de Bataille, que contém no seu interior o Museu do Québec, e a zona ribeirinha que se estende ao longo dos rochedos que dominam Cape Diamond até ao Vieux Port, local de onde partem cruzeiros até às Quedas de Água Montmorency e Ilha de Orléans.
Em finais de Agosto realiza-se a Québec City Provincial Exhibition, um festival anual que inclui exposições, feira de artesanato, corridas de cavalos, concertos, etc.

D12: Dia livre em Québec.

D13: Transporte para o centro de Montréal, e daqui para o aeroporto; voos Montréal-Lisboa.

D14: Chegada a Lisboa.