Expedição no Monte Kailash, Tibet e Nepal
(21 dias de viagem, 3 dias a pé e a acampar, breves marchas diárias, 16 noites em hotel)
Breve História
Acredita-se que foi no vale de Yarlung que nasceu a raça tibetana, pelo cruzamento de um macaco com um demónio feminino.
Até ao séc VII o Tibet era habitado por tribos nómadas que se dedicavam à pastorícia. É então que surge o príncipe guerreiro Namri Songtsen que inicia a árdua tarefa de unificar os vários clãs, sendo depois o seu filho Gampo que consolidaria um vasto império a partir de Lhasa, que chegaria a incluír o Cachemira, o Nepal, o Turquestão, o Sikkim, o Butão e o norte da Birmânia. A religião primitiva, Bon, seria substituída pelo budismo que foi traduzida para tibetano, ganhando grande poder no reino.
Após o séc IX o império dissolve-se dando lugar a múltiplos pequenos reinos e a regiões de supremacia monástica.
No séc XIII, Gengis Khan domina o território, seu filho Kublai, imperador da China, converte-se ao budismo tibetano, torna-se patrono da seita Sakyapa e entrega a administração do Tibet aos seus grandes lamas. Inicia-se uma longa disputa entre as seitas Sakyapa e Gelukpa. No séc XVI, Altan Khan intervêm e nomeia Dalai Lama (: "Oceano de Sabedoria") o grande lama da seita Gelupka que adquire um enorme prestígio. No século seguinte Gushri Khan nomeia o quinto Dalai Lama, o "Grande Quinto", governador do Tibet, e sob a sua autoridade o país é unificado.
O século XVIII foi palco das mais variadas disputas. Os chineses invadem o Tibet como forma de enfraquecer o império mongol, anexando-lhe a província de Kham e passando a supervisionar a sua administração. O Nepal ameaça as suas fronteiras, e nesse processo os reinos do Ladakh, Sikkim e Butão adquirem autonomia. Com o retrocesso do poder chinês no séc XIX, avançam os interesses imperiais de ingleses, que dominavam a Índia, e russos, que tinham anexado grande parte do império mongol, suspeitando-se de um acordo secreto russo-chinês sobre os destinos do Tibet.
Mantendo a sua reivindicação de administradores do território tibetano, os chineses toleraram a influência inglesa até à independência da Índia em 1947, e em 1950 invadem Lhasa.
Geografia
É a mais ampla região montanhosa do Mundo com cerca de dois milhões de Km2 na Ásia Central, delimitada pelas cordilheiras dos Himalaias, Karakoram, Pamir e Kun Lun, com uma altitude média situando-se nos 4000m.
Clima
Continental, de grandes
amplitudes térmicas, com escassa chuva durante todo o
ano devido à barreira imposta pela cordilheira dos Himalaias.
O período recomendado para
se visitar o Tibet é de Abril a Outubro com temperaturas
diurnas a atingir os 28ºC. O
período das chuvas é de Julho a Agosto, com alguma
chuva nocturna e esporádicos aguaceiros durante o dia
- é também o período em que o Tibet está
mais verdejante e florido.
Programa de Viagem:
D1 e D2: Voos Lisboa-Delhi-Kathmandu, transporte para o hotel em Thamel, o bairro mais característico de Kathmandu.
D3: Dia livre em Kathmandu para visitar os diversos locais históricos no vale: Durbar Square, Swayambunath, Pashupatinath, Patan, Bakhtapur, Boudhanath, etc.
D4: Transporte para o aeroporto e voo Kathmandu-Lhasa (55mn). Magnífico voo sobrevoando os gigantes dos Himalaias, oferecendo um espectáculo único; transporte para o hotel.
D5 e D6: Visitas em Lhasa (3658m). Teremos várias hipóteses de visitas na cidade e arredores. O Potala, o monumental palácio do Dalai Lama com as suas mil salas, dez mil santuários e duzentas mil estátuas que serviu de residência real, mosteiro, sede do governo, escola de lamas, Assembleia Nacional, armazém estratégico de armas e provisões, biblioteca; também contêm os sumptuosos túmulos em ouro dos Dalai Lamas. Diversos fortes e monumentos religiosos, nomeadamente o templo Jokhang (séc VII), no bairro antigo onde deverá deambular pelo Barkhor, o circuito religioso em torno do Jokhang onde cruzará inúmeros peregrinos provindos das regiões mais longínquas do Tibet. Será interessante percorrermos a zona antiga da cidade para apercebermos o que ainda resta desta cultura tão rica e tão singular. Nos arredores de Lhasa poderemos visitar o palácio de Verão do Dalai Lama
, o Norbulingka, um pequeno complexo de palácios e de capelas do séc XVIII e os mosteiros de Drepung (séc XV) e de Sera (séc XV).
D7: Lhasa-Gyantse (3950m) (250 km, 7h). Etapa muito panorâmica. Tomamos a ancestral via das caravanas que se dirigiam para Lhasa, após atravessarmos a ponte sobre o rio Yarlung Tsampo. A estrada subirá até ao colo Khamba La (4900m. Depois descemos para o planalto apreciando a magnífica vista do lago Yamdrok Yamtso, um dos maiores lagos do Tibet. As suas águas são de um esplêndido azul turquesa e tem a forma de um escorpião. Tornamos a subir, até ao colo Karo La (5045m), o local onde o exército tibetano enfrentou em vão as tropas britânicas em 1904.
D8: Gyantse-Shigatse (3900m) (90 km, 3h). Visitamos o espectacular stupa Kumbum, o Lugar das Mil Imagens, inserido no extenso mosteiro de Palkhor Chode e podemos subir ao alto da colina para visitar as ruínas do dzong, a fortaleza medieval, e apreciar uma ampla vista sobre a vila, o mosteiro e as montanhas ao longe. Iremos deambular pelas vielas do bairro antigo onde se apreciará o ambiente pitoresco e a arquitectura tradicional. Gyantse foi a terceira cidade mais importante do Tibet, uma vila que possui um ambiente muito hospitaleiro e que mantém características tradicionais. À tarde viajamos para Shigatse onde visitamos o mosteiro Tashilumpo, um esplêndido complexo arquitectónico formado por várias edificações, contendo admirável riqueza artística. Shigatse é tradicionalmente um importante centro agrícola produzindo uma grande diversidade de cereais e de legumes. Foi outrora rival de Lhasa em poder militar e religioso até que, no séc XVII, o quinto Dalai Lama unificou o Tibet com o auxílio dos mongóis. O seu mosteiro é a sede do Panchen Lama, o mestre do Dalai Lama por tradição e a segunda autoridade religiosa e política do País.
D9: Shigatse-Saga. Seguimos pelo desértico planalto tibetano onde em certos locais como o Lablung La (5030m), poderemos avistar ao longe o monte Shishapangma (8021m), o Gaurishanker (7134m) e muitos outros elevados cumes nevados. Pernoitamos em albergue em Saga, 4350m (260 km, 5h).
D10: Saga-Paryang. Viajamos para o oeste do Tibet, uma região inóspita e despovoada onde poderemos encontrar alguns acampamentos de nómadas pastoreando yaks, cabras, ovelhas e cavalos. A estrada segue ao longo da cadeia dos Himalaias e a vista é soberba. Passamos o povoado de Zongba. Alojamos em albergue simples em Paryang (4700m, 260 km, 8h).
D11: Paryang-Lago Mansarovar-Darchen, 4620m (240 km, 6h). A estrada segue ao longo da cadeia dos Himalaias e a vista é soberba. Passamos o lago Mansarovar, um local sagrado e de peregrinação. Neste lago nascem grandes rios venerados por budistas e hindus: Bramapuptra, Indus, Karnali e Sutlej. Os hindus acreditam que se purificam tomando banho no lago e bebendo a sua água.
Darchen é o ponto de partida para a peregrinação em torno do monte Kailash, a Jóia da Neve. Este é o centro do universo budista e um dos grandes locais de peregrinação a nível mundial. Ao visitá-lo, pelo menos uma vez na vida, todo o budista procura adquirir grande mérito religioso rastejando os 52 km da kora, o caminho que o circunda! Este procedimento radical toma 2-3 semanas e implica cerca de 25000 prostrações.
D12 a D14: Caminh
ada em torno do monte Kailash no sentido dos ponteiros do relógio. A paisagem e o ambiente irão convidar-nos à meditação. Será uma oportunidade muito interessante para comunicarmos com os tibetanos de todas as proveniências com que nos cruzaremos. O caminho apresenta inúmeras manifestações de religiosidade como sejam paredes cobertas com lajes gravadas com orações e figuras, chortens decorados com chifres de cabras montesas e objectos religiosos, inúmeras coloridas bandeiras inscritas com orações que flutuam ao vento.
Alojaremos em abrigos ou em tenda, e teremos o apoio de guia e cozinheiro, bem como de carregadores para transporte das bagagens.
O ponto alto da caminhada é o colo Drolma (5636m), o expoente da peregrinação para os crentes, local onde se encontram milhares de bandeiras coloridas com orações e inúmeras oferendas. No final da caminhada alojaremos no mosteiro Chiu, na margem do lago Mansarovar onde tomaremos banho nas nascentes de água quente.
D15: Regresso a Paryang.
D16: Regresso a Saga.
D17: Viajamos para Nyalam (3700m), onde alojamos em albergue.
D18: Passamos os colos La Lung La (5050m) e Nyalam (3800m) e iniciamos a descida para o Nepal numa estrada serpenteante com magnífica vista sobre a paisagem montanhosa em redor. Continuamos ao longo das impressionantes Gargantas do Inferno onde passamos por alguns locais com um desnível quase vertical de 1000m! Após a travessia da Ponte da Amizade sobre o rio Sun Kosi entramos no Nepal e passamos Kodari, na fronteira. Continuamos para Kathmandu (8h), hotel.
D19: Dia livre em Kathmandu. Hotel.
D20: Transporte para o aeroporto e voo Kathmandu-Delhi.
D21: De madrugada, voos Delhi-Lisboa.
Dificuldad
e: 1+
Datas: Mar 15-Abr 4, Abr 19-Mai 9, Jun 7-27, Jul 19-Ago 8, Ago 2-22, Ago 16-Set 5, Set 13-Out 3, Out 11-31, 2009: Abr 4-24, Mai 2-22.
Preço: desde Eur 3660 por pessoa.
Suplemento época alta: Ago +€ 80.
Suplemento individual: Eur 340.
C
ondições Particulares
de Participação
Inscrição: Deve enviar-nos a ficha de inscrição preenchida junto com 30% do preço. Devido à grande afluência de viajantes nestas épocas, a sua inscrição deverá ser confirmada com a maior brevidade.
Preço - Válido em 2008;
Inclui: Todos os voos mencionados em linha regular, todos os transportes mencionados no programa, alojamento em hotel de boa categoria (3*) em quarto duplo com banho em Kathmandu, Lhasa, Shigatse, Gyantse, alojamentos em albergue simples nas outras localidades, taxas de acesso aos monumentos, assistência de guia tibetano no Tibet.
Não inclui: visto nepalês (USD 15 x 2),
visto chinês (USD 50.), taxas de aeroporto (cerca de USD
25. cada em Kathmandu e em Lhasa), Kathmandu e em Lhasa, seguro
de viagem, carregadores para transporte da bagagem caso a estrada
perto de Zhangmu esteja aluída, todas as refeições
excepto o referido acima, despesas de natureza
pessoal, gorjetas.
Nota: O preço dos voos é baseado em estimativas
razoáveis para os trimestres futuros. As companhias aéreas
poderão impor aumentos de preço dentro de prazos
reduzidos por motivos vários que se prendem com economia,
segurança e demais exigências legais. O preço dos hotéis e dos voos poderão alterar-se a partir de Outubro.
Seguro: O preço do seguro para esta viagem é de Eur 70. que abrange um período de 22 dias (por favor consulte as coberturas).
Tr
ansportes: Voos em classe turística em companhia aérea europeia ou americana e todas com quem estas tenham aliança (codeshare); Jet Airways entre Delhi e Kathmandu, jeeps fretados no Tibet (4 pessoas por jeep), voo na China Airways de Lhasa para Kathmandu.
Programa: Em função das condições
do tempo, da condição do grupo ou outras justificáveis
a organização poderá alterar o programa.
Alojamento:
Por favor tenha em mente que alguns dos albergues/hotéis no Tibet são muito fracos do ponto de vista de asseio e de conforto.
As reservas de quartos frequentemente não são respeitadas
e poderão ocorrer alterações de improviso.
Grupo: mínimo de 3 pessoas, máx 16.
Documentação: Passaporte válido, 4 fotografias; vistos: chinês, a obter em Kathmandu pela nossa agência, nepalês, obtêm-se no aeroporto de Kathmandu.
Vacinas: Nenhuma obrigatória.
Equipamento: Saco cama, calçado para caminhar.
Nota: Após asua inscrição
receberá uma lista detalhada do equipamento a levar.
Tilha-9jun08