Peru: De Macchu Pichu ao Lago Titicaca
Programa resumido Programa Detalhado
D1: Voos Lisboa-Lima, transporte para o hotel. D2: Partida cedo para Paracas na margem do Oceano Pacífico, depois para Pisco e embarque na praia El Chaco para as ilhas Ballestas. Estas ilhas são uma importante reserva natural de vida marinha onde poderemos observar leões marinhos, cormorants, pinguins, flamingos e pelicanos entre muitos. A meio do dia iremos até à lagoa de Huacachina, uma região de deserto com dunas a perder de vista, onde poderá experimentar sandboarding nas dunas. Depois de almoço viajamos para Nazca. Hotel. D3: Dia livre que poderá aproveitar para sobrevoar as famosas linhas de Nazca (opcional), insólitos desenhos de animais realizados com pedras que representam lagartos, macacos, condor, etc, com comprimentos vários entre 80m e 180m. Ao fim do dia (21h30) seguimos de autocarro para Arequipa (9h) onde chegaremos de madrugada. D4: Manhã livre em Arequipa para apreciarmos esta bonita cidade colonial no sopé de grandes montanhas nevadas onde se destacam El Misti (5822m) e Chachani (6075m). À tarde viajamos para Chivay (4h) através da reserva natural de Pampas de Cañihuas onde observamos vicuñas e guanacos em liberdade. Passamos um colo a 4800m de onde temos a bonita vista do monte Ampato (6288m). Chivay (3700m) é uma típica aldeia de montanha de onde se têm belos panoramas sobre os montes em redor. Aproveite os banhos termais em La Calera para descontraír da viagem (opcional). D5: Partida muito cedo para visitarmos a borda do desfiladeiro de Colca em Cruz del Condor. O desfiladeiro de Colca é um dos mais profundos do Mundo, em Cruz del Condor a encosta do desfiladeiro tem 1200m de profundidade! Bela paisagem de montes elevados e de inúmeros socalcos agrícolas pré-incas e incas moldando-lhes as encostas. Os condores são uma presença habitual nestes ares frescos e límpidos. A meio da manhã, seguimos de autocarro para Puno, na margem do lago Titicaca. De caminho visitamos Sillustani onde visitamos um interessante conjunto de túmulos megalíticos (chullpas) construídos para a aristocracia Colla, que é anterior ao império inca. Veremos algumas chullpas inacabadas e uma rampa que servia para a sua construção. Abaixo do local estende-se o lago Umayo muito rico em avifauna. D6: Partida matinal para a ilha de Taquile no lago Titicaca, um dos lagos navegáveis mais elevados do mundo (3820m). De caminho, visitamos as curiosas ilhas flutuantes de Uros, que são formadas por múltiplas camadas de juncos (totora) assentes sobre o fundo do lago. Você irá caminhar sobre uma delas e sentirá o solo esponjoso ceder sob os seus passos. Veremos os pescadores lançando as redes dos seus botes construídos de juncos. Depois de desembarcarmos em Taquile iremos explorar a ilha e conhecer as condições de vida muito simples do seu povo agrícola e pescador que fala quechua. De notar que todos os homens vestem de igual: barrete branco, colete e faixa à cintura.Toda a ilha está coberta com socalcos cultivados e encontram-se ruínas incas sobre as colinas; não existem veículos (nem mesmo bicicletas) nem há electricidade. Regresso a Puno à tarde. D7: Interessante viagem de autocarro de turismo para Cusco (3400m), a antiga capital do império inca. Atravessamos o altiplano a perder de vista, depois uma região de grandes montanhas, observando os nativos pastoreando lamas e alpacas, ou lavrando a terra com arados de madeira puxados por bois. Paramos para visitar os locais arqueológicos de Raqchi e Andahuaylillas com paragem para almoço em Sicuani. (10h); hotel. D8: Visita do Parque Arqueológico de Sacsayhuaman, a massiva fortaleza de três muralhas em zig-zag construída com blocos imensos (o maior mede 8.5 mtr de altura e pesa 361 toneladas!), sendo considerado um dos mais impressionantes monumentos megalíticos do mundo antigo. Veremos os vestígios dos seus três torreões e suas condutas de água, o reservatório, o trono do inca e inúmeros rochedos esculpidos com fins religiosos. Regresso a Cusco para passearmos nos seus bairros típicos, a destacar o bairro dos artesãos, apreciando a excelente arquitectura colonial espanhola bem como os vestígios de antigos palácios incas, a salientar a Plaza de Armas com a sua catedral e museu, a igreja de San Blas e os típicos quarteirões em redor. D9: Partida matinal para Pisac no Vale Sagrado. Esta é uma aldeia andina muito típica que conserva a maior cidadela do império inca. Aí veremos uma boa variedade de exemplos arquitectónicos incas respeitantes à defesa, religião, agricultura, residências e estradas. A zona mais nobre conserva os templos do sol e da lua, os banhos litúrgicos e o sempre presente Intihuatana, a rocha talhada com finalidades astronómicas, que é o elemento mais importante de qualquer complexo religioso inca (Inti = sol). Continuamos para Ollantaytambo, uma aldeia que mantém os mesmos arruamentos pré-colombianos e os antigos nomes dos seus bairros. Visitamos a fortaleza, sobre a aldeia, que foi um dos últimos redutos de resistência contra os conquistadores espanhóis (1539). Há época, uma parte dos templos estava ainda em construção e encontraremos várias pedras cansadas, grandes blocos extraídos das pedreiras a 6 km daqui e que nunca chegaram ao seu destino. Todo o complexo fortificado está construído em íngremes socalcos, situando-se os seus templos mais nobres no topo. D10: Agradável percurso de rafting no rio Urubamba com a transposição de alguns emocionantes rápidos. Este percurso, sendo fácil e destinando-se a iniciados, oferece alguns momentos de grande divertimento. A paisagem de enormes montanhas elevando-se acima de nós é grandiosa e passamos por pequenos povoados onde observamos os nativos nos seus trabalhos agrícolas e pastoris. Pic nic na margem e regresso a Urubamba. Regresso a Cusco e resto da tarde livre. Nota: O percurso de rafting é facultativo. A rapidez das águas está dependente da quantidade de chuva que caíu nas semanas anteriores. D11: Cusco-Mollepata-Soraypampa. Partida de manhã cedo para Mollepata (4h30) numa estrada espectacular de grandiosos panoramas sobre as montanhas dos Andes. Passamos nas ruínas de Tarawasi, um templo inca que inclui 28 células verticais que se calcula fossem sepulturas de nobres incas. Atravessamos o cálido vale de Limatambo (1940m) onde corre o rio Apurimac, e iniciamos a subida por uma estrada de montanha até ao local onde encontraremos a nossa equipa de almocreves e de mulas a 3550m em Mollapata, uma aldeia muito pacata e bastante atraente. O vale está muito cultivado de citrinos e os arbustos floridos atraem os beija-flor. A nossa etapa de hoje percorre um caminho através de prados verdejantes onde talvez avistemos algum rebanho de ovelhas e de cabras acompanhados de um solitário pastor, e teremos visões magníficas do monte Humantay (5840m) e do seu enorme glaciar, bem como do impressionante monte Salkantay (6200m), um dos deuses da montanha mais venerados pelos incas. Acampamos em Soraypampa num prado junto a um canal de irrigação construído pelos incas, onde poderemos tomar banho; 6h. D12: Soraypampa-Collpapampa. Seguimos caminho subindo lentamente em carreiro ondulante até ao alto do colo Wayraq (4450m), “o local onde o inca arrefece”. Seremos acompanhados pela visão majestosa do monte Salkantay e veremos umas aves de grande porte, o condor, planando nas alturas. Depois descemos para o vale de Collpapampa (3050m), mais ensolarado e muito povoado de floresta sub-tropical. Junto ao nosso acampamento teremos uma nascente de água termal para relaxar no final da etapa; 5h. D13: Collpapampa-La Playa. Hoje descemos através de uma vegetação cada vez mais densa, com a temperatura e a humidade a subirem. Passamos inúmeras plantações de café, cacau, coca, papaia, banana, laranja (5h). Acamparemos em Qochapampa na praia (2155m) do rio Salkamayo onde tomamos banho. D14: La Playa-Aguas Calientes. Caminhamos pelo vale de Pampacahua frequentemente ao longo do canal inca. Descemos a encosta verdejante e visitamos o local arqueológico de Paucarcancha constituído por socalcos agrícolas e ruínas de uma importante construção que inclui um templo do sol. Esta edificação além de fortificação servia de local de descanso e de pernoita aos chasqis, os corredores-correio. Chegaremos à estrada onde um camião nos levará à aldeia de Santa Teresa onde almoçamos e tomamos banho nas águas quentes do rio. Seguimos para a central hidroeléctrica de Macchu Pichu onde embarcamos no comboio para Águas Calientes (30 min). Tempo livre para tomarmos um banho quente nas termas. Pernoita em pensão. D15: Partimos no 1º autocarro (6h30) para Macchu Pichu. A cidade está dividida num sector agrícola, com inúmeros socalcos que cobrem todas as suas vertentes, e num sector urbano. A zona elevada deste constitui o bairro nobre com residências, palácios e templos, além da pia principal para abluções. Todas as suas edificações apresentam um excelente trabalho de cantaria, a destacar o Templo do Sol, e a pirâmide no cimo da qual se encontra um belíssimo Intihuatana esculpido na rocha. Do outro lado da praça encontram-se os grupos de habitações dos artesãos e agricultores, militar e administrativo, as prisões e os armazéns. Será interessante subir ao morro que domina a cidade, Huayna Pichu, donde se aprecia um excelente panorama sobre a cidade e sobre o caminho inca que realizámos. Do seu cimo poderemos descer por um carreiro (algo exposto) com degraus talhados na rocha que nos conduzirá a vários monumentos recentemente descobertos, a destacar o Templo da Lua. Regresso a Águas Calientes para almoço e regresso a Cusco de comboio; hotel. D16: Manhã livre em Cusco. Sugerimos a visita de Tambomachay (o Banho do Inca), local reservado às abluções dos incas onde a água é canalizada através de condutas para um tanque. Seguimos para Puca Pucara um conjunto de estalagens que serviu para albergar viajantes, seus animais e mercadorias. Mais à frente deparamos com o santuário de Qenco,que nos demonstra uma das mais interessantes características da arte religiosa inca: a escultura de rochedos aproveitando a sua forma. Aí encontramos o famoso zig-zag onde se canalizava o sangue dos sacrifícios, o condor, o puma e dois cilindros que serviriam para fins astronómicos. O interior das cavernas era utilizado para fins cerimoniais e está finamente talhado com escadarias, nichos, altares, etc. À tarde voamos para Lima. D17: Dia livre em Lima. Recomendamos que visite o Museu Nacional de Antropologia e Arqueologia e o Museu do Ouro, que contêm fantásticas colecções de arte e de objectos pré-colombianos. Ao fim do dia, transporte para o aeroporto para o voo de regresso. D18: Voos de regresso a Lisboa.
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