Quénia: De Maasai Mara ao Lago Turkana
Programa resumido Programa Detalhado
D1: Voos Lisboa-Nairobi. D2: Chegada a Nairobi de manhã e partimos em direcção ao Grande Vale do Rift, um conjunto de falhas tectónicas, formado há aproximadamente 35 milhões de anos, devido à desintegração das placas tectónicas africana e arábica. Este vale é mais profundo a norte de Nairobi e possui lagos pouco profundos mas com um alto conteúdo mineral. Seguimos para o Lago Baringo. Chegados ao final da tarde, iremos passear de barco. Este lago é conhecido pela sua imensa variedade de aves lacustres com mais de 450 espécies diferentes, talvez a maior variedade que se poderá encontrar no Quénia. Ornitólogos de todo o mundo vêm aqui para observar e estudar as aves no seu meio natural. Mesmo que tenha um interesse limitado por aves no Lago Baringo você não deixará de apreciá-las e ouvirá permanentemente uma agradável multiplicidade de sons emitidos pela passarada nos juncos, no arvoredo e nas falésias em redor. As suas águas abrigam inúmeros crocodilos e manadas de hipopótamos. D3: Continuamos para o Lago Bogoria, onde faremos um passeio a pé de 3h nas suas margens para apreciarmos o espectáculo rosado dos flamingos que se concentram em largas extensões além de muitas outras aves lacustres que por aqui esvoaçam. Passamos também por curiosas nascentes de água quente cuja água brota a ferver e por insólitos geysers. Após o almoço seguimos para um safari no Parque Nacional do Lago Nakuru, que abrange uma área de 180 km2. O Parque abriga rinocerontes, porcos africanos (warthogs), antílopes, búfalos, antílopes e leopardos. O Parque conserva a sua reputação de paraíso dos ornitologistas, albergando mais de 400 espécies de aves sobretudo lacustres. D4: Viagem para sul, chegando a Narok no princípio da tarde. Instalação em acampamento permanente em tendas com camas. Local muito agradável na margem do rio Talek que delimita a Reserva de Maasai Mara. D5-D6: Maasai Mara. Safaris para observação da fauna durante os dois dias, que serão divididos em três períodos: 1) antes do pequeno-almoço (9h) é o período em que os animais estão mais activos e quando a temperatura é mais agradável, 2) após um abundante pequeno-almoço e durante toda a manhã, depois regressamos ao acampamento para uma sesta durante o período de maior calor e, 3) partimos de novo por volta das 15h30 até ao anoitecer. Nesta reserva as águas perenes do rio Mara mantêm uma vegetação constante e variada e, por isso, a presença de uma fauna abundante. Iremos encontrar leões, leopardos, chitas, elefantes, búfalos, gnus, gazelas, zebras, impalas, antílopes, hipopótamos, rinocerontes, girafas, babuínos, chacais, hienas, e inúmeros outros mamíferos, bem como mais de 450 espécies de aves incluindo avestruzes, abutres e águias. Em Julho e em Agosto dá-se a migração anual dos gnus que chegam a Maasai Mara aos milhares, em busca de pastagens, vindos do Serengeti - é um espectáculo único. D7: Regresso a Nairobi, tarde livre, hotel. D8: Partida matinal para Maralal, via Nyahururu, com uma breve paragem nas Thompson Falls, as quedas de água (74m) do rio Ewaso Nyiro, que nasce na cordilheira Aberdare. Almoçamos pelo caminho e chegamos ao acampamento ao final da tarde para montarmos as nossas tendas para a noite. Maralal é a capital não oficial do povo Samburu e é também a sede do Derby Internacional de Camelos, que acontece uma vez por ano, entre julho e outubro e atrai montadas e espectadores de todo o mundo. Próximo do Maralal existe um cenário de cortar a respiração - as escarpas Losiolo, um declive infindável, à medida que a terra desce para o vale Suguta. D9: Partida para uma longa viagem via Baragoi (cidade mercantil a norte de Maralal) e South Horr (uma pequena aldeia situada a 40 km a sudeste do Lago Turkana e num vale verdejante entre dois vulcões extintos). Chegamos às nossas cabanas tradicionais turkana (caso as cabanas não estejam disponíveis, acamparemos num parque alternativo), numa vila junto à praia, tornando-se num lugar perfeito para relaxar, protegido do sol escaldante e calor característicos do clima desta área remota. O Lago Turkana é o maior lago deserto do mundo e estende-se por 288 km até à fronteira entre a Etiópia e o Quénia. É cercado por rochas vulcânicas e deserto. A primeira vista que teremos do Lago Turkana será espectacular: uma vastidão de água azul-turquesa enquadrada numa paisagem desértica de terras amareladas. Há 10.000 anos o seu nível era muito superior e alimentava o Nilo, razão por que aqui abundam as enormes percas do Nilo. Situado numa região remota, habita em seu redor um grande número de espécies animais com predominância de zebras de Grevy e de girafas reticuladas. Este lago contém a maior colónia de crocodilos do Quénia e não deverá tomar banho sem consultar o guia. D10: O dia de hoje é relaxante e poderá visitar um lodge nas proximidades para nadar ou alugar um barco para visitar a zona envolvente (custo extra). Visitamos a tribo El Molo, a mais pequena tribo do Quénia (cerca de 4000 habitantes), que vive em pequenas vilas na margem sudeste do lago Turkana. Em seguida, faremos um passeio de barco para observarmos o fantástico pôr-do-sol, os pelicanos e outras aves lacustres, bem como os crocodilos. Existem outras actividades opcionais (custo extra), como a visita ao Museu do Deserto (conhecido como o Mar de Jade) ou explorar Loyangelani, um oásis à borda do lago com palmeiras e nascentes, onde veremos as cubatas dos turkana em redor e os dromedários que utilizam nas suas deslocações. Jantar e pernoita no acampamento. D11: Após o pequeno-almoço, partimos em direcção à paisagem cénica do norte árido, com vista para as pitorescas colinas. Chegamos ao acampamento em Kalacha, um pequeno assentamento dos Gabbra, na borda do deserto Chalbi. Os Gabbra são um povo do Oriente etíope, relacionados, nas suas origens históricas, com o povo Somali-Rendille, nas terras altas do sul da Etiópia, por volta do ano 1000 d.C. Os homens vestem calções tradicionais e uma capa e as mulheres usam túnicas e lenços a cobrir a cabeça. Os Gabbra são pastores, particularmente ligados aos seus camelos. Ao final do dia, podemos apreciar um magnífico pôr-do-sol, nadar ou apreciar um espectáculo dos Gabbra, à noite (custo extra). D12: Dirigimo-nos para norte, em direcção a Marsabit (que significa local de frio), um oásis surpreendentemente fresco, verde e montanhoso, elevando-se acima do calor seco das terras do deserto em redor. Pelo caminho faremos uma paragem para apreciar as vistas da enorme cratera Gof Redo e a esplêndida paisagem desértica. A cidade está situada a sudeste do deserto Chalbi, numa área florestal conhecida pelos seus vulcões e lagos de cratera. Os nativos Rendille e Samburu com os seus trajes vermelhos e brilhantes, pérolas e brincos, tornam este local num sítio mágico e vibrante. Após montarmos as tendas, visitamos o lodge inserido no Parque Nacional e, se as estradas estiverem secas, dirigimo-nos para o Lago Paraíso e para o Pequeno Lago. Aqui, uma floresta indígena e um deserto juntam-se para criar a paisagem mais atraente do planeta. Os elefantes e os grandes kudus abundam. A floresta densa no parque também abriga uma diversidade de pássaros. D13: Partimos cedo em direcção a Samburu através da auto-estrada Transafricana. Durante o trajecto, paramos para almoçar e atravessamos áreas verdejantes de cultivo sob os contrafortes do monte Quénia, depois entramos na savana, onde se situa a Reserva Nacional de Samburu, onde faremos um safari durante a tarde. Pernoitamos num acampamento semi-permanente, em local muito tranquilo, na margem do rio Ewaso Nyiro, com uma esplêndida paisagem em redor e ao longe o monte Quénia. Neste acampamento temos disponíveis banhos frios, que são incrivelmente refrescante neste clima quente e empoeirado. D14: Hoje o dia é passado na observação de fauna na Reserva de Samburu. Também poderá optar por visitar o lodge e relaxar na piscina ou ainda visitar uma vila próxima de Samburu (custo extra). Samburu faz parte de uma planície de lava que inclui uma diversificada paisagem de arbustos espinhosos, terra vermelha, leitos de rios secos, rocha vulcânica quebrada, morros íngremes e afloramentos rochosos. O rio Ewaso Nyiro é a mais importante fonte de água da região e concentra nas suas margens inúmeras espécies de animais, entre as quais elefantes, búfalos, leopardos, leões, dik-diks, zebras-de-grevy, girafas, gibões, gazelas, oryx e crocodilos nos bancos de areia. D15-D16: Após um safari matinal, deixamos o acampamento e seguimos caminho até Nairobi, através da região do monte Quénia. Chegamos ao aeroporto de Nairobi e embarcamos para os voos de regresso a Lisboa. Migração dos Gnus A migração dos gnus e das zebras entre o parque de Serengeti e o parque de Masai Mara é considerada a maior movimentação animal na Terra. São cerca de um milhão de gnus e meio milhão de zebras que se movimentam em busca de água e de pastagens verdejantes. Os períodos destas migrações não estão bem definidos e obedecem a factores naturais e meteorológicos. O período em que se pode observar a grande aglomeração de animais em Masai Mara é em Jul-Set.
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