Brasil: Travessia da Chapada Diamantina
Programa resumido Programa Detalhado
D1: Voo Lisboa-Salvador. Alojamento no centro histórico, o Pelourinho, fundado no séc XVI, hoje um bairro cosmopolita com esplanadas, pequenos restaurantes e animação de rua. Passeio pelas vielas e bonitas praças calcetadas, e visita dos seus monumentos barrocos em torno da praça da Sé. As igrejas e os conventos são ricamente decorados com talhas e azulejos importados de Portugal: o ambiente é-nos inteiramente familiar! D2: Dia livre em Salvador. Sugerimos, para além de um passeio na cidade alta e na cidade baixa, uma visita ao longo da costa na baía de Todos os Santos, um corredor de praias quase ininterrupto com areais brancos onde veremos os pescadores partindo para a pesca em botes à vela. Sugere-se um jantar cedo numa das múltiplas esplanadas com vista para o pôr-do-sol no oceano. Depois de jantar iremos embarcar num autocarro que viajará toda a noite até Lençóis (7h), no interior do estado da Baía. D3: Chegada a Lençóis de manhã cedo. Tempo livre. Iremos deambular pelas suas ruas observando os vestígios dos tempos de opulência da aristocracia lençoiense. A aldeia apresenta uma preservação urbanística notável e uma escala agradável, com edifícios até três pisos, e um final de dia muito animado, com uma multiplicidade de esplanadas e de pequenas lojas abertas nas suas vielas. À tarde iremos caminhar até ao Morro do Pai Inácio (1240m), um dos cartões postais da Chapada Diamantina. O Morro do Pai Inacio oferece-nos um dos mais espectaculares panoramas da região que consiste em diversas mesas rochosas que se elevam acima da planície no centro do Parque Nacional da Chapada Diamantina. D4: Caminhada do Pai Inácio até ao Vale do Capão. Durante o percurso em planície verdejante teremos soberbas vistas sobre as mesetas em redor nomeadamente Pai Inácio, Morro do Camelo e Morrão. Paramos a meio do dia para banho e lanche nas piscinas naturais de Águas Claras, formadas pelo rio Mucugezinho, localizadas na Passagem Funda, com vista privilegiada para o Morrão. 4h. Pernoita em pousada no Vale do Capão. D5: Capão-Gerais do Vieira- Sr Wilson. Neste parque encontraremos uma enorme variedade de ecossistemas, como o cerrado, a mata atlântica, campos rupestres e a caatinga (mata branca). Iniciamos a nossa caminhada acompanhados de mulas, que nos transportarão a bagagem, subindo um carreiro que nos conduzirá ao topo do planalto, os Gerais do Vieira (gerais: plano). Esplêndida paisagem em redor com vista sobre a serra do Rio Preto e o Vale do Capão, os gerais estendem-se à nossa frente imensos, em cerrado verdejante (savana), onde poderemos encontrar uma flora muito rica em bromélias, orquídeas (50 tipos!) e cactos. Adiante subimos aos Gerais do Rio Preto, de onde admiramos imponentes promontórios rochosos cobertos de vegetação verdejante, que se elevam dos vales. Pausa para apreciar o panorama da borda do planalto, tendo o vale do Pati a nossos pés coberto de mata atlântica. Descemos por um carreiro íngreme e sinuoso para o vale, passando pela Ruinha, o antigo centro comunitário que tem uma capela. Adiante iremos alojar na casa do Sr Wilson (6h30), situada no fundo do vale, cheios de apetite para saborearmos um delicioso jantar típico! D6: Caminhada até ao Cachoeirão que é a segunda maior queda de água da Chapada. Bonito caminho através de um desfiladeiro que se torna cada vez mais estreito. No final desembocamos numa cratera de onde iremos admirar as várias cascatas. Dependendo da quantidade de chuva que ocorreu nos dias anteriores podem-se avistar mais de 20 quedas d´água despenhando-se de 280 metros de altura. Banho na piscina natural e regresso ao Sr Wilson. 5h. D7: Sr Wilson-Cachoeiras-Castelo-D Léia. De manhã, faremos uma breve marcha para visitarmos duas bonitas cascatas: Funil e Lajedo (2h). Uma parte do percurso é feito descalço ao longo do rio com várias travessias a vau. Após um banho nas suas piscinas, no meio da mata atlântica, seguimos para a casa da D Léia, passando pela escola (que tem apenas 3 alunos!). Depois de um almoço nativo e de atravessarmos o rio a vau, iniciamos a subida em carreiro íngreme para o Morro do Castelo (3h), um imponente promontório rochoso que se eleva acima do vale. Este morro tem uma caverna enorme que o atravessa em dois ramos! Iremos percorrer ambas as longas galerias à luz de lanternas até aos seus finais, de onde avistaremos surpreendentes panoramas para outros sectores da Chapada Diamantina. Após apreciarmos o pôr-do-sol no alto do morro regressamos a casa da D Léia. D8: D Léia-Sr Massur-Sr Jóia. Caminhada junto ao rio no meio do desfiladeiro, até à casa do Sr Massur (4h). Tempo para descansar, tomar um duche e descontrair ao sol, apreciando as elevadas falésias em redor e escutando as múltiplas aves e cigarras. Nesta região poderemos avistar tamanduás bandeira (papa-formigas), tatus canastra, porcos espinhos, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de aves, a destacar o elegante e delicado beija-flor. Mais adiante iremos pernoitar na casa do Sr Jóia. D9: Sr Massur-Andaraí-Poço Azul-Lençóis. Partida de madrugada para aproveitarmos o fresco da manhã, pois iremos percorrer o antigo caminho dos exploradores de diamantes. Está calcetado e sobe em zigue-zagues as encostas íngremes até ao topo da falésia. Esplêndidos panoramas do vale do Pati e de todas as paredes rochosas e dos imponentes promontórios que antes observáramos de baixo! Depois o caminho desce suavemente serpenteando até Andaraí (4h), passando por inúmeras formações de rocha bizarras e notaremos os vestígios de uma intensa actividade mineira. A região foi o primeiro produtor mundial de diamantes no início do séc XX. Visitamos o Poço Azul, Uma caverna inundada por águas cristalinas e azuladas com 16m de profundidade. Depois de almoço transporte para Lençóis. Resto do dia livre. Hotel. D10: Embarcamos no autocarro de regresso a Salvador (7h) e voo de regresso. D11: Chegada a Lisboa.
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