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Longos Areais do Nordeste e Travessia da Chapada Diamantina
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Brasil: Longos Areais do Nordeste e Travessia da Chapada Diamantina
Programa resumido Programa Detalhado
D1: Voos para Fortaleza, transporte para o hotel. D2-D3: Dias livres em Jericoacoara. Transporte de manhã cedo em autocarro para Jijoca e daqui em "jardineira" (carro de quatro rodas, de tracção animal) para Jericoacoara (6h), situada em reserva ambiental. Dormida em pousada. Jericoacoara é uma encantadora aldeia costeira, onde as autoridades se esforçam por travar o desenvolvimento urbano para lhe conservar o ambiente tradicional. Por isso, o acesso à aldeia mantém-se por caminhos de areia e de terra. Sugerimos um passeio matinal de buggy pela praia, na direcção da aldeia de Jijoca. A praia é deserta e a paisagem soberba, com múltiplas dunas de areia branca, árvores que crescem na horizontal devido à acção do vento, coqueiros nas regiões povoadas, um mar verde claro onde poderemos observar o desembarque dos pescadores de botes à vela descarregando peixe. Haverá uma sessão divertida a subir e a descer dunas íngremes no buggy! Depois poderemos seguir para a Lagoa Azul, primitiva, de água clara e tonalidades encantadoras. Mais adiante, a Lagoa do Paraíso, onde tomamos um banho. No regresso, poderá visitar Preá, uma típica aldeia de pescadores, onde se almoça na praia. A meio da tarde, caminhada até à Pedra Furada, uma enorme duna à beira-mar, para apreciarmos um pôr-do-sol memorável! D4:Jericoacoara-Camocim-Delta do Parnaíba. Partida para norte, pela praia, e através das dunas, em jeep, até Camocim (1h30). Chegaremos a Camocim atravessando o rio numa balsa de madeira, manejada por homens empunhando varapaus (paus compridos e fortes). Adiante chegamos a Porto dos Tatus, onde embarcamos numa "voadeira" para navegarmos no delta do rio Parnaíba. O delta contém cerca de 70 ilhéus com destaque para quatro ilhas principais. Iremos navegar em canais estreitos, os igarapés, através do mangal que nos conduzirá às grandes dunas na costa oceânica. O mangal é uma vegetação densa composta por árvores de raízes aéreas em solo de lama e água salobra. Este delta é uma reserva natural dotada de uma rica avifauna com destaque para as garças, os guarda-rios, pica-paus, ibis e os belíssimos guarás de cor laranja vivo. Iremos observar bandos de macacos-prego que se alimentam de crustáceos e iguanas ao sol. Desembarcamos nas dunas do Feijão Bravo para caminharmos até ao mar, e aí tomarmos um banho. Interessante panorama de dunas a perder de vista entre o oceano e o mangal verdejante. Visita da aldeia de pescadores locais, Canárias, onde não existem veículos terrestres e os seus habitantes se mostrarão muito curiosos, pois raramente encontram forasteiros. Pousada em Parnaíba. D5:Parnaíba-Tutóia. Partida em "voadeira" com destino a Tutóia, navegando ao longo dos canais e passando por múltiplas pequenas ilhas, a destacar uma das maiores, a ilha do Papagaio. Veremos os pescadores lançando as redes de botes à vela ou da margem, ou apanhando o caranguejo-uça que é uma das grandes "riquezas" da região. Talvez consigamos detectar os típicos jacarés-de-papo-amarelo descansando debaixo de raízes com o focinho e os olhos à tona. Paramos alguma vez nas dunas e ilhas para apreciar a paisagem e o pitoresco contraste das dunas com a vegetação, e para um pic nic. Chegaremos a Tutóia, onde alojamos. (3h) D6: Tutóia-Caburé. Após o pequeno-almoço, seguimos de jeep até Caburé (2h) pelo areal à beira-mar. Estas longas praias desertas e tranquilas são escolhidas pelas tartarugas para desovar (Nov-Dez). Instalação em bungalows. Tarde livre em Caburé. A região é selvagem e bela, com areais desertos a perder de vista! Poderá caminhar pela praia até à foz do rio Preguiças no final da península, a Ponta da Brasilia, para admirar o encontro do rio Preguiças com o mar (2h). Ao fim do dia poderemos ter a sorte de observar vários e grandes bandos de guarás, atravessando Caburé e regressando ao seu refúgio nocturno. D7: Caburé-Barreirinhas. Partida de lancha para visitar Mandacaru, uma típica comunidade de pescadores (Caburé não tem acesso por estrada) com subida ao farol para termos um amplo panorama da foz do rio Preguiças, palmeirais e dunas. Paramos para almoçar (não incluído) e seguimos numa lancha para visitar a Área de Protecção Ambiental dos Pequenos Lençóis. Visitamos ainda a encantadora vila de pescadores Vassoura, que se situa junto ao rio. Travessia em lancha da reserva dos Pequenos Lençóis pelo rio Preguiças até Barreirinhas onde pernoitamos. D8: Barreirinhas-Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses-São Luís. Depois do pequeno-almoço partimos em jeep para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Caminhada sobre as fascinantes dunas, que podem atingir 50m de altura, com uma paisagem irreal: os Lençóis constituem uma extensão imensa de dunas brancas, onde se acumulou água da chuva que forma lagoas entre elas. Têm 155000ha e ocupam uma faixa de 50 km da costa. Iremos visitar várias e grandes lagoas, apreciando este cenário muito idílico e de extrema luminosidade! Teremos tempo para nadar nestas águas azul turquesa. Faremos uma pausa para pic nic (incluído) e regressamos a Barreirinhas a tempo de apanhharmos o transfer para São Luís (3h30). O bairro antigo de São Luís do Maranhão (séc XVII) é classificado pela Unesco como Património da Humanidade, por conservar o conjunto arquitectónico colonial mais homogéneo da América Latina. A maioria dos edifícios é revestida a azulejos, as ruas são estreitas e sobem as colinas, e teremos o verdadeiro sentimento de percorrer o Bairro Alto em Lisboa, não só devido ao ambiente urbano mas também social, pois encontraremos inúmeras esplanadas, bares com animação e lojas abertas até à noite! Opcionalmente poderá sobrevoar os Lençóis Maranhenses (30m) e apreciar a sua beleza natural (cerca de USD 160). Transfer até ao hotel. D9: São Luís. Dia livre para visitar o centro histórico de São Luís e para conhecer um pouco da sua história e da sua cultura. Aconselhamos que dedique metade do dia para visitar Alcântara, do outro lado da baía (1h de barco). Esta cidade do séc XVII desenvolveu-se com uma actividade agrícola intensa (algodão, arroz, açúcar), dando origem a uma classe de fazendeiros e de comerciantes abastados que aí construíram os seus palacetes. Está classificada como Cidade Monumento devido à sua riqueza arquitectónica, com os seus mais de trezentos prédios e ruínas espalhadas por três praças, oito travessas e dez ruas. D10: Transporte para o aeroporto e voo para Salvador. Depois de jantar embarcamos num autocarro que viajará toda a noite até Lençóis (7h), no interior do estado da Baía. D11: Chegada a Lençóis de manhã cedo. Tempo livre. Iremos deambular pelas suas ruas observando os vestígios dos tempos de opulência da aristocracia lençoiense. A aldeia apresenta uma preservação urbanística notável e uma escala agradável, com edifícios até três pisos, e um final de dia muito animado, com uma multiplicidade de esplanadas e de pequenas lojas abertas nas suas vielas. À tarde iremos caminhar até ao Morro do Pai Inácio (1240m), um dos cartões postais da Chapada Diamantina. O Morro do Pai Inacio oferece-nos um dos mais espectaculares panoramas da região que consiste em diversas mesas rochosas que se elevam acima da planície no centro do Parque Nacional da Chapada Diamantina. D12: Caminhada do Pai Inácio até ao Vale do Capão. Durante o percurso em planície verdejante teremos soberbas vistas sobre as mesetas em redor nomeadamente Pai Inácio, Morro do Camelo e Morrão. Paramos a meio do dia para banho e lanche nas piscinas naturais de Águas Claras, formadas pelo rioMucugezinho, localizadas na Passagem Funda, com vista privilegiada para o Morrão. 4h. Pernoita em pousada no Vale do Capão. D13:Capão-Gerais do Vieira- Sr Wilson. Neste parque encontraremos uma enorme variedade de ecossistemas, como o cerrado, a mata atlântica, campos rupestres e a caatinga (mata branca). Iniciamos a nossa caminhada acompanhados de mulas, que nos transportarão a bagagem, subindo um carreiro que nos conduzirá ao topo do planalto, os Gerais do Vieira (gerais: plano). Esplêndida paisagem em redor com vista sobre a serra do Rio Preto e o Vale do Capão, os gerais estendem-se à nossa frente imensos, em cerrado verdejante (savana), onde poderemos encontrar uma flora muito rica em bromélias, orquídeas (50 tipos!) e cactos. Adiante subimos aos Gerais do Rio Preto, de onde admiramos imponentes promontórios rochosos cobertos de vegetação verdejante, que se elevam dos vales. Pausa para apreciar o panorama da borda do planalto, tendo o vale do Pati a nossos pés coberto de mata atlântica. Descemos por um carreiro íngreme e sinuoso para o vale, passando pela Ruinha, o antigo centro comunitário que tem uma capela. Adiante iremos alojar na casa do Sr Wilson (6h30), situada no fundo do vale, cheios de apetite para saborearmos um delicioso jantar típico! D14: Caminhada até ao Cachoeirão que é a segunda maior queda de água da Chapada. Bonito caminho através de um desfiladeiro que se torna cada vez mais estreito. No final desembocamos numa cratera de onde iremos admirar as várias cascatas. Dependendo da quantidade de chuva que ocorreu nos dias anteriores podem-se avistar mais de 20 quedas d´água despenhando-se de 280 metros de altura. Banho na piscina natural e regresso ao Sr Wilson. 5h. D15:Sr Wilson-Cachoeiras-Castelo-D Léia. De manhã, faremos uma breve marcha para visitarmos duas bonitas cascatas: Funil e Lajedo (2h). Uma parte do percurso é feito descalço ao longo do rio com várias travessias a vau. Após um banho nas suas piscinas, no meio da mata atlântica, seguimos para a casa da D Léia, passando pela escola (que tem apenas 3 alunos!). Depois de um almoço nativo e de atravessarmos o rio a vau, iniciamos a subida em carreiro íngreme para o Morro do Castelo (3h), um imponente promontório rochoso que se eleva acima do vale. Este morro tem uma caverna enorme que o atravessa em dois ramos! Iremos percorrer ambas as longas galerias à luz de lanternas até aos seus finais, de onde avistaremos surpreendentes panoramas para outros sectores da Chapada Diamantina. Após apreciarmos o pôr-do-sol no alto do morro regressamos a casa da D Léia. D16:D Léia-Sr Massur-Sr Jóia. Caminhada junto ao rio no meio do desfiladeiro, até à casa do Sr Massur (4h). Tempo para descansar, tomar um duche e descontrair ao sol, apreciando as elevadas falésias em redor e escutando as múltiplas aves e cigarras. Nesta região poderemos avistar tamanduás bandeira (papa-formigas), tatus canastra, porcos espinhos, gatos selvagens, capivaras e inúmeros tipos de aves, a destacar o elegante e delicado beija-flor. Mais adiante iremos pernoitar na casa do Sr Jóia. D17:Sr Massur-Andaraí-Poço Azul-Lençóis. Partida de madrugada para aproveitarmos o fresco da manhã, pois iremos percorrer o antigo caminho dos exploradores de diamantes. Está calcetado e sobe em zigue-zagues as encostas íngremes até ao topo da falésia. Esplêndidos panoramas do vale do Pati e de todas as paredes rochosas e dos imponentes promontórios que antes observáramos de baixo! Depois o caminho desce suavemente serpenteando até Andaraí (4h), passando por inúmeras formações de rocha bizarras e notaremos os vestígios de uma intensa actividade mineira. A região foi o primeiro produtor mundial de diamantes no início do séc XX. Visitamos o Poço Azul, Uma caverna inundada por águas cristalinas e azuladas com 16m de profundidade. Depois de almoço transporte para Lençóis. Resto do dia livre. Hotel. D18: Embarcamos no autocarro de regresso a Salvador (7h) e voo de regresso. D19: Chegada a Lisboa.
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