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India: Mosteiros dos Himalaias, Festivais do Ladakh

Programa resumido Programa Detalhado


D1:
Voos Lisboa-Nova Delhi, transporte para o hotel.

D2: Manhã livre, visita de Nova e Velha Delhi à tarde;

D3: Voo de madrugada para Leh a 3500m, com vistas espectaculares das montanhas nevadas dos Himalaias indianos (1h). Transporte para o hotel e resto do dia livre para repousar ou para explorar o vivo bazar de Leh, onde encontrará inúmeras curiosidades e artefactos tibetanos. Junto à estação de rádio, a sul do bazar, encontrará uma impressionante parede com centenas de milhar de lajes gravadas com orações, de cerca de 500m de comprimento.

D4: Visita dos mosteiros de Phyang, Stagna e Hemis. Se sobrar tempo livre em Leh poderá explorar o bazar e o bairro antigo que inclui uma mesquita e um sector muçulmano. Também poderá partir em excursão até ao palácio real, réplica reduzida do Potala de Lhasa, de onde terá um excelente panorama da cidade e das montanhas da cadeia de Zanskar. Mais acima, o mosteiro de Leh (séc XV), engalanado com múltiplas bandeiras de oração, contém uma belíssima figura de Buda com cerca 8 metros de altura.

D5: Transporte para o mosteiro de Taktak onde iremos assisitr ao seu festival anual (o local do festival e o dia do programa variam consoante cada data de partida, pelo que o programa que se apresenta é exemplificativo embora todos os festivais tenham o mesmo conteúdo e propósito).
Predominam as danças religiosas em que os intervenientes vestem ricos e coloridos trajes de seda amarela ou brocado. Muitas das danças são praticadas com máscaras representando animais, demónios, crâneos, expressões de Guru Rimpoche ou meros humanos. As danças podem ser: instrutivas, que contam uma história com uma moral exemplar; purificadoras, um ritual cujo objectivo é purificar e proteger um local dos espíritos demoníacos; danças que proclamam a vitória do budismo e a glória de Guru Rimpoche.
São sempre acompanhadas de música religiosa onde se utilizam as trompas telescópicas, tambores, oboés tibetanos (gyaling), címbalos, kangling (trompete feito de um fémur), sinos e conchas. A música dá ritmo às danças e demais cerimónias, e à recitação ou canto dos textos religiosos (mantras).
Elementos fundamentais nos setchus são os atsara, palhaços com máscaras expressivas que fazem comentários jocosos, confrontam os monjes e distraem o público quando as cerimónias se tornam demasiado monótonas. Só durante os setchus são autorizados a ter este comportamento que, dentro de parâmetros estabelecidos, não melindra a ordem religiosa e social.
O festival é um acontecimento importante que atrai a população da região e que lhes oferece a possibilidade de se impregnarem na sua religião e de ganharem "mérito religioso". Também é uma ocasião social de vulto onde se encontram amigos, vê-se e é-se visto, namora-se e travam-se novos conhecimentos. As pessoas vestem as suas roupas mais finas e usam as suas melhores jóias. Fazem pic nics abundantes em carne e em alcool, e prevalece uma atmosfera descontraída, bem humorada e até algo irreverente.
Este interessante mosteiro foi construído em torno da caverna onde se crê que o Guru Rimpoche meditou no séc VIII. É composto por três capelas principais, sendo a principal e mais antiga na caverna. Contêm importantes thangkas e frescos nas paredes, estatuária e múltiplos objectos religiosos.
Seguimos para o mosteiro de Hemis (séc XVII), o maior e o mais importante mosteiro do Ladakh. Tem um terreiro com 1000m2 que dá acesso a múltiplas divisões: santuários, salas de reza, de estudo, biblioteca, refeitório, dormitórios, etc. Acima situa-se um pequeno mosteiro do séc XIII, o Gotsang gomba, em local solitário que favorece a meditação. Os seus monges dedicam-se à impressão de textos religiosos que são fornecidos aos demais mosteiros.

D6: De autocarro, iremos visitar o mosteiro de Alchi (séc X), um dos mais antigos mosteiros do Ladakh que contém uma esplêndida colecção de Budas e muitos dos frescos originais. Depois de um pic nic continuamos através das espectaculares gargantas ao longo do rio Indo para Themisgang (80km de Leh), uma aldeia num vale fértil entre montanhas e local do nosso acampamento.

D7: Dia de descoberta do vale de Themisgam. Themisgang, 3200m, foi a antiga capital do reino de Sham e é um dos vales mais ricos do Ladakh. Subiremos ao alto de um promontório onde visitamos os antigos forte e mosteiro, conservando este ainda hoje uma grande importância na região. Bela vista sobre este extenso e verdejante vale. Caminhamos ao longo dos campos, cultivados com cevada e pomares de nogueiras, maçãs e damascos, observando os nativos nos seus trabalhos rurais e contactando com eles. Subiremos o vale para visitarmos os povoados mais distantes admirando as múltiplas referências religiosas que foram erigidas ao longo destes caminhos nos últimos séculos, e veremos o pequeno mosteiro de Kucha anichado na falésia.

D8: Início da marcha subindo o vale cavado entre elevadas cumeadas que conduz à aldeia de Ang, passando por inúmeros chortens (monumentos religiosos budistas) e paredes com rochas gravadas com orações (mani). Neste pequeno povoado muito tranquilo atravessamos os campos cultivados de cevada, trigo, couves, batata, tomate e árvores de fruto para tomarmos a antiga rota de caravanas que conduz ao colo Meptek-la (3960m). Nos rochedos acima existe uma conhecida caverna onde monges eremitas passam largos períodos em meditação.
A seguir passamos outro pequeno colo encimado com dois chortens onde poderemos encontrar yaks a pastar. Descida suave para Hemis Shukpachang (3200m) passando por um grande stupa. Logo à entrada da aldeia veremos uma mata de esplêndidos cedros centenários que são protegidos. Esta aldeia situa-se num bonito planalto com largos campos cultivados e possui um pequeno mosteiro e as ruínas de um forte no alto de uma colina.

D9: Saímos da aldeia por entre os seus inúmeros muros de pedra que delimitam os campos em socalcos e continuamos para sul por carreiros de pastores acompanhando rebanhos que sobem para os prados de pastagem. O panorama das grandes montanhas acompanha-nos e a paisagem em redor é insólita de tão agreste e desértica que se apresenta. Após o colo Sermanchan La (3800m) com o seu habitual chorten avistamos em baixo o bonito planalto cultivado de Yangtang (3300m) com as casas circundando os campos. Acampamento junto à escola.

D10: Hoje faremos uma excursão ao mosteiro de Rizong que se situa mais abaixo no vale. O percurso segue um caminho centenário ao longo da linha de água que desce de Yangtang e que é a via que conduz ao vale principal do rio Indo. Cruzaremos os aldeãos que circulam entre povoados bem como os pastores que saem com os seus rebanhos para os montes. O mosteiro é composto por dois edifícios independentes, sendo um de monges e o outro de monjas. Regresso a Yangtang à tarde.

D11: Marcha pelo planalto apreciando o trabalho rural dos nativos e subimos suavemente para o colo Charatse La (3680m) cruzando alguma caravana de yaks que por aqui transitam entre as aldeias. Atravessamos o pequeno povoado de Sumdo encravado num longo vale com pequenos campos de cultivo em socalcos que descem para o ribeiro. Após uma subida íngreme passamos o colo Pobela (3600m) e descemos suavemente avistando para o vale da aldeia de Likir (3200m), onde visitamos o seu mosteiro situado no alto de uma colina; regresso a Leh de autocarro; hotel.

D12: Visita de alguns dos mais importantes mosteiros a leste do vale de Leh: Shey (séc XV), contíguo ao antigo palácio de Verão dos reis do Ladakh, contém o maior Buda dourado de toda a região, com 12m de altura. Nas imediações encontram-se as ruínas de um antigo forte, e centenas de chortens (edificação religiosa) de todas as dimensões. Tikse (séc XIV), de cor vermelha, contém diversa estatuária, coloridos frescos nas paredes e bonitas thangkas (panos de seda finamente pintados), inclusive uma monumental figura de Buda. De regresso a Leh, e se houver tempo, visitamos o palácio Stok (séc XIX), uma das residências reais. O palácio possui um interessante museu com objectos religiosos e de uso quotidiano da família real.

D13: Voo para Delhi seguido de transporte de autocarro para Agra (4h).

D14: Agra foi a capital da Índia nos séc XVI e XVII. Aqui visitaremos o celebre Taj Mahal, o Forte Vermelho e a insólita e fascinante cidade deserta de Fatehpur Sikri, com os seus palácios, mesquita, mausoléus, caravanserai, e demais construções. Os seus edifícios contêm um misto de arquitectura turca, rajhastani e mogor. A cidade foi mandada construir pelo imperador mogor Akbar no séc XVI e foi ocupada somente durante 16 anos por o seu abastecimento de água ter cessado.
Regresso a Delhi ao fim de tarde e transporte para o aeroporto. Voos Nova Delhi-Lisboa.

D15: Chegada a Lisboa.

  • Preço: desde Eur 3060 por pessoa (voos incluídos).
  • Partidas: Out 23-Nov 6.
  • Dificuldade: 2

Sugestões de Programas Alternativos:
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Preço: desde Eur 4440 por pessoa (voos incluídos)
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Testemunhos
Mosteiros dos Himalaias, Festivais do Ladakh, India